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Publicado em 23/09/2025 - 10:19 / Clipado em 23/09/2025 - 10:19

São Caetano e São Paulo firmam cooperação para policiar divisas


George Garcia 

Orlando Morando e Tite Campanella lançaram a operação Divisa Segura. (Foto: George Garcia)

 

As prefeituras de São Caetano e da Capital firmaram um acordo para reforçar o policiamento nas divisas. A operação integrada Divisa Segura foi lançada nesta terça-feira (23/9) e um ato na esquina das avenidas Goiás e Guido Aliberti, próximo à divisa com a Capital, e que teve a presença do prefeito Tite Campanella (PL) e do secretário de Secretário de Segurança Urbana de São Paulo e ex-prefeito de São Bernardo, Orlando Morando. Participaram 125 agentes das Guardas Civis das duas cidades, além de policiais militares, totalizando 150 agentes de segurança e a ideia é manter esse patrulhamento reforçado nestas áreas.

“Temos duas divisas que sempre foram um mapa de calor importante, a mais conhecida que é a região do Heliópolis com a Guido Aliberti, então a ideia é fazer um patrulhamento intensivo, usando a inteligência, nós estamos com drones aqui conectados ao Smart Sampa, o Tite tem toda a parte de inteligência do Smart Sanca, então é um efetivo reforçado por quem já conhece as divisas. É um efetivo bastante grande para que a gente possa garantir ao cidadão de São Paulo e de São Caetano bastante tranquilidade”, disse Morando.

O prefeito de São Caetano destacou os crimes que são mais comuns ocorrerem nestas áreas de divisa e lembrou a morte do professor da cidade ocorrida na Capital, este mês. Mario Eugênio Longato, de 66 anos, foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) no Ipiranga, bairro da zona sul de São Paulo, na madrugada do dia 05/09. Segundo o chefe do Executivo sancaetanense, o que mais preocupa em termos de segurança pública nestas divisas, são os assaltos. “São os assaltos a motoristas que estão indo para São Paulo ou voltando para São Caetano, furto de celular, de bolsas, com a quebra dos vidros (dos carros) e nós tivemos há dias o assassinato de um professor nosso, aqui da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) e da Etec, ali na rua do Manifesto, logo depois da Favela do Heliópolis, o que aconteceu em uma abordagem por lá”, lembrou Tite.

Morando explicou que o monitoramento por câmeras, os drones das duas cidades, e tudo isso com o cruzamento de informações dos bancos de dados policiais serão fundamentais para a estratégia. “Vamos fazer a inspeção em placas de carros e de motos, todos os suspeitos serão averiguados. Na cidade de São Paulo a gente tem tido um êxito muito grande com o Cortex, onde a gente está fazendo a identificação de carros e motos adulteradas; em uma semana nós apreendemos mais de 50 motos roubadas ou adulteradas, sem dúvida nenhuma isso vai fazer parte das nossas ações, que serão iniciadas hoje, quando será mais intensa, mas a ação será mantida permanentemente nestas divisas, é o que nós organizamos”, disse o secretario de segurança da Capital. “São Caetano prendeu 51 pessoas com o uso de tecnologia e São Paulo prendeu 1.945 até o dia de hoje com inteligência. Não há dúvida de que com a inteligência bem estruturada conseguimos vencer o crime”, completa Morando.

O patrulhamento com essa ação colaborativa entre as duas corporações municiais, a Guarda Civil Municipal de São Caetano e a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, juntamente com a Polícia Militar vai abranger a divisa de São Caetano com a Capital na altura de Heliópolis onde há uma demanda maior de ocorrências, mas também nas divisas na ponte Preta, São João Clímaco, Vila do Sapo e todo o trajeto da avenida do Estado.

O acordo prevê que as guardas podem adentrar no município vizinho em acompanhamento de ocorrências. “As GCMs não precisam ficar obrigadas a obedecer os limites das cidades, no Consórcio Intermunicipal assinamos um convênio em que as guardas patrulham suas cidades e podem patrulhar principalmente nas divisas, seria ilógico perseguir um assaltante e ter que parar por causa de uma divisa geopolítica. É a mesma coisa estamos fazendo com São Paulo, através de uma conversa que eu tive com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e com o secretário Orlando Morando, para que a gente possa ter o patrulhamento ininterrupto entre as duas fronteiras”, disse o prefeito.

Para operacionalizar o policiamento reforçado nas divisas entre os dois municípios outra barreira foi superada, a da comunicação entre as corporações. Segundo Tite Campanella as guardas terão uma frequência de rádio em comum para que possam se comunicar sobre as ocorrências a toda hora.

Câmeras

O prefeito Tite Campanella disse que até final do ano a cidade terá 654 câmeras de monitoramento ligadas ao sistema Smart Sanca, atualmente são 501. “Estamos com 501 câmeras e já licitamos mais 153, que até o final do ano serão instaladas. Quero chegar até o final do meu mandato com todas as ruas monitoradas por câmeras na cidade e nós vamos conseguir”, anuncia.

 

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Seção: Polícia