Publicado em 19/09/2025 - 18:30 / Clipado em 19/09/2025 - 18:30
Média mensal de mortes no trânsito do ABC é a maior dos últimos dez anos
George Garcia
O ABC teve de janeiro a agosto deste ano 174 mortes no trânsito, uma média de 21,7 mortes por mês, a maior média dos últimos dez anos, desde que o Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito) foi criado em 2015. Antes deste ano o pico de mortes mensais tinha sido justamente o do primeiro ano da pesquisa, que apontava média de 21,6 fatalidades mensais. O agosto deste ano foi o mais letal de todos os meses de agosto dos último dez anos, foram 29 óbitos, quase um por dia. O número mais alto registrado até então tinha sido 24 mortes, total obtido em agosto de 2017 e também em 2024.
Considerando só os mortos deste ano, do total de 174 casos fatais, a maioria está concentrada nos meses de maio e agosto, que somaram juntos 59 fatalidades, ou 33,9% do total.
Neste ano, como em outros, os motociclistas são a maioria entre os mortos, exatamente metade de todos os mortos estavam em veículos de duas rodas como condutores ou passageiros. Os pedestres são o segundo grupo em número de casos e correspondem a 26% do total. Em terceiro vêm os ocupantes de veículos de passeio com 14%. O restante dos mortos se divide entre ciclistas (3%), ocupantes de caminhões (3%) e ônibus (1%), informações não disponíveis e outros tipos de veículos f0ram 3%.
Em um dos acidentes fatais com motos, Guilherme Morais Cruz, de 18 anos, morreu na Estrada Galvão Bueno no dia 20 de junho deste ano. Ele estava na garupa de uma motocicleta que ele tinha contratado para uma corrida através de aplicativo de transporte. O motociclista, que trabalha para empresa de transporte por aplicativo e disse que sofreu uma tentativa de assalto e na fuga o jovem caiu e foi atropelado por um ônibus.
Essa foi a segunda morte de passageiro de motocicleta contratada através de aplicativo de transporte. Yaritza Vitória do Nascimento, de 19 anos, morreu em um acidente de moto no dia 24 de junho de 2024. Ela contratou através de aplicativo um motociclista que se envolveu em um acidente com um ônibus no dia 24 de junho de 2024. No trajeto, passando pela avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, entre a Vila Luzita e o Centro de Santo André, o motociclista tentou passar entre um carro e um ônibus, foi abalroado e caiu, a jovem acabou atropelada pelo coletivo.
Ranking
No ranking geral, que considera os acidentes nos 645 municípios paulistas, Ribeirão Pires aparece na 14ª posição, com 17 casos e taxa de 14,7 mortos por 100 mil habitantes neste ano. Logo em seguida aparece São Bernardo com 114 casos, mas com população muito maior ficou com índice de 14 mortos para cada grupo de 100 mil moradores. Com cinco mortos Rio Grande da Serra ocupa a 21ª colocação neste ranking com taxa de 11,36 casos.
Considerando as cidades maiores, com mais de 300 mil moradores, São Bernardo lidera o ranking. Santo André, com taxa de 7,57 mortos por 100 mil habitantes aparece só na décima posição e na sequência aparecem Mauá (taxa de 7,19) e Diadema (5,86).
São Caetano, com sete casos e taxa de 4,21/100 mil habitantes, é nono lugar na tabela dos municípios com população de 150 a 300 mil moradores. No grupo de cidades com população de 100 mil a 150 mil pessoas, Ribeirão Pires é segundo lugar e no grupo de até 50 mil moradores aparece Rio Grande da Serra em quarto.
Década
Em dez anos de estatísticas do Infosiga, o ABC computa 2.333 mortos no trânsito. Esse número é maior do que a população de 29 cidades do Estado. Desde total de mortes na década, 40% desse total são motociclistas, o que equivale a 933 mortos. Já os pedestres são 32% desse total, 17% estavam em carros, 4% em bicicletas, 2% em caminhões, outros veículos e casos com informações não disponíveis são 3%.
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Seção: São Caetano