Publicado em 14/09/2025 - 08:19 / Clipado em 14/09/2025 - 08:19
Justiça do Trabalho condena Drogasil por racismo contra ex-funcionária
Redação
Condenação inclui R$ 56 mil de indenização e reforça responsabilidade da empresa
A Justiça do Trabalho determinou que a rede Raia Drogasil indenize R$ 56 mil a uma ex-funcionária após ela ter sido vítima de ofensas racistas em seu primeiro dia de trabalho, em 2018, em uma farmácia de São Caetano do Sul, no Grande ABC. O caso voltou a repercutir esta semana após a divulgação de um vídeo que registrou o episódio.
O material mostra que a colaboradora sofreu comentários depreciativos e teve sua imagem vinculada a estereótipos raciais, enquanto realizava suas funções na unidade. A conduta foi considerada incompatível com um ambiente de trabalho seguro e respeitoso, reforçando a responsabilidade da empresa.
A funcionária permaneceu na rede por dois anos, foi promovida a supervisora, mas, em 2022, sofreu novo episódio de agressão verbal por um superior, culminando em sua demissão. A situação motivou a busca por reparação judicial, que agora reconheceu os danos morais sofridos.
Em primeira instância, a magistrada responsável pelo caso analisou a gravação e a confissão da agressora, constatando que os atos configuram racismo estrutural e recreativo, rejeitando argumentos de que se tratava de brincadeira. Além do dano moral, foi identificado que a ex-funcionária cumpria turnos mais longos do que os registrados formalmente, evidenciando falhas da empresa na fiscalização das condições de trabalho.
A decisão da Justiça do Trabalho reforça que empresas têm responsabilidade direta em zelar por ambientes livres de discriminação e que a omissão frente a situações de racismo pode gerar condenações significativas.
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Seção: São Caetano