Publicado em 07/09/2025 - 08:26 / Clipado em 07/09/2025 - 08:26
Professora de S.Caetano transforma experiência da sala de aula em livro infantil
Henrique Araújo
Com quase 20 anos de atuação na educação pública e vasta experiência nos anos iniciais, a professora e psicopedagoga Ana Carolina Gomes estreia na literatura infantil com o livro “Fada Beta e o Castelo Encantado das Letras”. O lançamento está prevista para outubro, na Biblioteca Municipal Paul Harris, em São Caetano. O livro, indicado para crianças entre cinco e oito anos em fase de alfabetização, conta a história de uma fada em busca da letra H, além de forma didática, ensinar mais sobre as letras e gramáticas.
A obra nasceu dentro da sala de aula. Ana Carolina conta em entrevista ao RDtv que, em 2009, recém-formada, se deparou com o desafio de alfabetizar uma turma de 30 alunos. “A gente sai da faculdade com muita teoria e pouca prática. Quando vi aquelas crianças diante de mim, percebi que precisava criar estratégias para tornar o aprendizado significativo e lúdico. Foi aí que nasceu a Fada Beta, primeiro como um castelo de papel cartão com letrinhas coladas, depois como uma história contada ano após ano”, diz.
Durante o período em que esteve na gestão escolar, a personagem ficou adormecida. Com a pandemia, voltou em versões digitais para manter o contato com as crianças no ensino remoto. Só em 2024 ganhou forma definitiva em livro físico, com ilustrações, narrativa em letra bastão pensada para os leitores em fase de alfabetização e uma proposta de aprendizado afetivo. “O arco central é o mistério do H que ficou mudo, e a história ajuda a explicar, de maneira divertida, a diferença entre vogais e consoantes”, explica a autora.
Mais do que um recurso pedagógico, Ana defende o livro como ponte entre família e escola no incentivo à leitura. “Costumo dizer que não é a criança que não lê, mas sim a criança que não tem oportunidade de ter livros ao alcance. Se o livro está em casa desde cedo, mesmo em versões de pano ou plástico, ele desperta interesse. Nada substitui o cheiro do papel, o toque, as cores. É fundamental que a família seja o primeiro exemplo leitor”, comenta.
A autora reconhece a competição com celulares e mídias digitais, mas acredita que o contato com o livro físico continua insubstituível. Ana reforça que, se não apresentar outras ferramentas como o livro, as crianças se perdem, além de que o prazer da leitura precisa ser cultivado.
Livro é indicado para crianças entre cinco e oito anos em fase de alfabetização (Foto: Divulgação)
Mesmo destinado a crianças de 5 a 8 anos, o livro conquista leitores maiores. “Uma amiga levou a história para o 4º ano e os alunos adoraram, escreveram cartinhas pedindo continuação. O que mostra que a literatura vai além da faixa etária sugerida, ela toca quem lê”, celebra Ana Carolina, já cheia de planos para dar sequência à aventura da Fada Beta, seja no Castelo dos Números ou na volta da letra H.
Veículo: Online -> Site -> Site Repórter Diário
Seção: Educação