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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 06/09/2025 - 08:23 / Clipado em 06/09/2025 - 08:23

Familiares, amigos e alunos se despedem de professor da USCS


Última homenagem a Mario Eugênio Longato, morto em tentativa de assalto na Capital, reuniu 150 pessoas neste sábado (6)


Tatiane Pamboukian

 

Mario Eugênio Longato, 66 anos, professor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e da Fatec (Faculdade de Tecnologia) Antonio Russo, no mesmo município, foi sepultado neste sábado na Capital. A despedida do docente, assassinado durante tentativa de assalto na sexta-feira (5), reuniu aproximadamente 150 pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho, alunos e ex-alunos. 

O diretor da Fatec de São Caetano, João Carlos Fernandes, destacou que Longato era mais que um professor. “Ele se preocupava com os alunos, não somente nas aulas. Ajudava a arrumar emprego e era um amigo mesmo de todos, participava de muitos projetos sociais e era sempre muito prestativo. Foi muito querido nestes 12 anos em que esteve aqui e vai fazer muita falta”, afirmou.

Além de professor, Mario Longato era coordenador do curso de Segurança da Informação. Na USCS, lecionou por 27 anos. Seu colega de trabalho nas duas instituições de ensino, Jacinto Carlos Ascencio Cansado, ressaltou a generosidade do profissional que teve sua vida ceifada. “Ele era uma pessoa muito querida por todos. Não tinha ninguém que não gostasse dele. Ajudava os alunos com estágio e até mesmo problemas pessoais.” 

A ex-aluna Lídia Dias Silva, 54 anos, fez questão de dar adeus ao professor e prestar sua última homenagem. “Ele era muito especial, uma pessoa incrível, com um olhar diferenciado. Ele me ajudou muito com uns problemas pessoais que estava passando e, se não fosse por ele, não teria me formado”, disse Lídia, que concluiu em fevereiro deste ano Segurança da Informação na Fatec de São Caetano.

“Ele me ajudava com as matérias, percebia que eu não estava bem, por isso não conseguia prestar atenção. Depois que me formei ainda conversávamos, ele sabia da minha dificuldade em arrumar emprego. Recentemente tive uma conquista de trabalho e queria contar para ele, mas não deu tempo. Ele foi mais que um professor, foi um amigo. Professor como ele não tem”, acrescentou ela, emocionada.

Egle Victoria Rodrigues Magalhães da Silva, 23, também destacou, bastante abalada, o quanto o docente se preocupava com a aprendizagem dos estudantes. 

“Ele foi meu professor de Rede de Computadores na Fatec. Era uma pessoa exemplar, um professor muito dedicado e gentil, que se esforçava demais para passar a matéria de um jeito que entendêssemos. Um ótimo profissional, amigo dos alunos e de muitos professores. Tudo que ele podia fazer pela faculdade e pelos alunos ele fazia. Vai fazer bastante falta para a comunidade”, enfatizou. 

 

JUSTIÇA

Mario Eugênio Longato foi baleado por assaltantes na Rua do Manifesto, no bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. A vítima chegou a continuar no volante mesmo ferida, colidiu o carro com um poste e foi socorrida, porém, não resistiu aos ferimentos. As diligências do caso, registrado como homicídio no 16° Distrito Policial, na Vila Clementino, na Capital, estão em andamento.

O professor Jacinto Cansado pede por justiça. “Esperamos que os órgãos da segurança façam algo, porque quantas vezes mais vamos repetir essa situação? Quantos entes queridos, ou até nós mesmos, vamos enterrar?”, questionou. 

 

USCS e Fatec vão homenagear docente por sua contribuição

Uma petição on-line criada na sexta-feira (5) para pedir que a Fatec (Faculdade de Tecnologia) Antonio Russo, em São Caetano, passe a levar o nome do professor Mario Eugênio Longato, reuniu, até a noite de ontem, 2.350 assinaturas. 

O pedido, endereçado ao Centro Paula Souza, à Prefeitura de São Caetano e a autoridades competentes, justifica que Longato teve grande relevância para a formação acadêmica de diferentes gerações. O abaixo-assinado pode ser acessado em https://chng.it/sZngy8yK7w.

O diretor da Fatec de São Caetano, João Carlos Fernandes, explicou que existem alguns processos burocráticos a serem resolvidos com o Centro Paula Souza, mas se não for possível mudar o nome da instituição, alguma sala ou laboratório se chamará Mario Eugênio Longato como homenagem e agradecimento ao legado deixado pelo profissional. 

O professor da USCS Jacinto Carlos Ascencio Cansado disse que a instituição também pretende prestigiar Longato. “O que podemos fazer é deixar uma homenagem para ele. Na USCS ele montou uma sala de cibersegurança linda. Vai ser uma oportunidade de homegeá-lo”, afirmou. 

 

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Seção: Setecidades