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Publicado em 01/09/2025 - 18:25 / Clipado em 01/09/2025 - 18:25

Roubos caem, mas agressões, tentativas de homicídio e latrocínios crescem no ABC


George Garcia 

 

Enquanto os assassinatos caíram 14% e os roubos em geral caíram 15,98% entre janeiro e julho deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, as tentativas de homicídio e agressões cresceram 2% e 2,64%, respectivamente no mesmo período. Chama a atenção também a alta de crimes sexuais, os estupros se mantiveram exatamente no mesmo número do ano passado, mas os estupros de vulnerável cresceram 10%, segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública. Outro dado impactante é a alta dos latrocínios na região, o número de casos dobrou, passando de 3 para 6 casos.

Uma das vítimas de latrocínio foi o professor de capoeira, Eduardo de Souza, de 42 anos, que foi baleado na Avenida dos Estados, em Mauá, e teve a moto roubada. Ele foi encontrado baleado na via e o socorro foi acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. O crime aconteceu em 2 de março deste ano. O crime foi registrado como latrocínio no 1° Distrito Policial de Mauá. A moto foi localizada no mesmo dia em Santo André. Eduardo era conhecido como mestre Toli e dava aulas no colégio Dante Alighieri, em São Paulo.

De acordo com os números da pasta da segurança pública os homicídios caíram de 77 casos registrados nos primeiros sete meses do ano passado para 66 ocorridos do início deste ano até o final de julho. Essa queda de 14% contrasta com a sensível alta das lesões corporais dolosas, as agressões. No ABC foram registradas 4.589 casos de agressão em sete meses do ano passado e neste ano foram 4.505 este ano até julho, alta de 2,64%. As tentativas de homicídio também subiram de 98 para 100 casos, alta de 2%.

Analisando cidade a cidade, em Diadema o furto de veículos é o que chama mais atenção pela alta de 22% (de 486 casos em 2024 até julho para 593 neste ano). Em Mauá os casos de agressão cresceram na cidade, de 652 registros para 688, no comparativo de janeiro a julho do ano passado com o mesmo período deste ano), a alta foi de 5,52%.

 

Em Ribeirão Pires a alta dos crimes de furto foi grande, de 25%. Entre janeiro e julho do ano passado foram 316 casos registrados deste tipo de crime e no mesmo período deste ano foram 395. As agressões também subiram na cidade; a alta foi de 11,86% (194 no ano passado até julho e 217 este ano). Em Rio Grande da Serra os furtos em geral também cresceram significativamente. A alta foi de 41,9% resultado do aumento de 105 para 149 casos.

Em Santo André chamam a atenção os casos de agressão com alta de 5,14%. Entre janeiro e julho de 2024 foram 1.110 casos registrados nas delegacias da cidade e no mesmo período deste ano foram 1.167. Os furtos em geral e de veículos cresceram no ano passado para cá em São Bernardo. Com 4.299 casos em sete meses de 2024 e 4.427 registrados este ano, a alta ficou em 3% nos casos de furto. O número de veículos furtados passou de 1.294 para 1.452, alta de 12,2%. O furto de carros também subiu em São Caetano. Na cidade os veículos levados por criminosos só percebidos pela vítima quando voltaram ao local de estacionamento, passou de 1.135 para 1.295, alta de 14%.

Estupros de vulneráveis cresceram 10,4% em um ano

No comparativo de janeiro a julho do ano passado com o mesmo período deste ano o número de crimes sexuais que vitimaram crianças ou pessoas que, por algum motivo não tiveram como reagir aos agressores, subiu 10,4% no ABC, segundo os dados da Secretaria de Segurança Pública. Foram 259 vítimas atacadas na região até julho de 2024 e 286 neste ano.

São Caetano é a que figura com maior alta em estupro de vulnerável; a cidade registrou 50% de alta neste tipo de crime, passando de 10 casos em sete meses do ano passado para 15, neste ano.

O estupro de vulnerável também subiu muito em Santo André, no percentual de 45,4%. A cidade teve 55 casos registrados nos sete primeiros meses de 2024 e neste ano o número subiu para 80.

Os estupros de vulneráveis em Mauá, aumentaram 17,7%. Foram 71 ocorrências deste tipo nos primeiros sete meses do ano passado contra 78 neste ano. Nas demais cidades da região houve queda.

Polícia prende mais e tira mais drogas e armas das ruas

Em 2025, comparado com 2024, entre janeiro e julho, as polícias Civil e Militar prenderam mais pessoas e também tiraram mais armas e drogas de circulação, segundo os números da Secretaria de Segurança Pública.

O número de infratores apreendidos, ou seja, detidos e liberados por serem menores de idade, cresceu 1,29% nos casos de flagrante e 134,78% se consideradas as apreensões por mandato.

Dentre os efetivamente presos em flagrante a alta foi de 1,55% e o número de presos por mandato teve alta de 3,43%. No total foram 3.555 presos este ano, número que é 5,9% maior que os 3.356 do ano passado.

A polícia também apreendeu mais drogas. A quantidade de drogas apreendidas cresceu 51,9% no comparativo entre os sete meses iniciais de 2024 com o mesmo período deste ano. Os flagrantes de tráfico de drogas cresceram 21,5%. Foram 646 no ano passado e 782 flagrantes este ano.

O número de armas de fogo apreendidas também cresceu no ABC, passando de 247 para 332, alta de 34,41%. Os flagrantes de porte de arma passaram de 106 para 122, alta de 15%.

 

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Seção: Cidades