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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 28/08/2025 - 18:25 / Clipado em 28/08/2025 - 18:25

Grande ABC ganha quase 4.000 moradores em um ano, diz IBGE


Santo André e São Caetano foram os municípios que tiveram maior crescimento populacional; Brasil tem 213,4 milhões de habitantes


Thainá Lana

 

O Grande ABC ganhou quase 4.000 moradores em um ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A população da região passou de 2.789.011 habitantes em julho de 2024 para 2.792.766 no mês passado, representando uma variação de apenas 0,13% e um acréscimo de 3.755 pessoas. Já o Brasil atingiu 213,4 milhões de habitantes em 2025.

Santo André (0,43%) e São Caetano (0,34%) lideraram o crescimento populacional no período, com suas populações aumentando de 778.711 para 782.048 e de 172.109 para 172.693 moradores, respectivamente. Também registraram leve alta São Bernardo (0,08%), Ribeirão Pires (0,06%) e Rio Grande da Serra (0,02%). Por outro lado, Diadema (-0,13%) e Mauá (-0,09%) apresentaram queda, com perda conjunta de 905 habitantes.

É importante destacar a diferença entre o Censo Demográfico, realizado a cada dez anos, e as projeções populacionais anuais do IBGE. Enquanto o Censo faz a contagem direta da população e domicílios, as estimativas levam em conta indicadores como taxas de natalidade e mortalidade. Na comparação entre as pesquisas, foi registrada alta de 3,6%. Em 2022, o Grande ABC tinha 2.696.530 habitantes, ou seja, crescimento de 96.236 moradores em três anos. 

Entre os 5.571 municípios brasileiros, 2.079 (37,3%) tiveram redução populacional, 3.011 (54%) registraram crescimento entre 0% e 0,9%,  faixa onde se encontra o Grande ABC, e apenas 122 (2,2%) cresceram 2% ou mais.

De acordo com Márcio Minamiguchi, gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica do IBGE, o ritmo de crescimento populacional está desacelerando. “Os resultados confirmam uma tendência já apontada pelo Censo 2022 e pelas projeções do instituto”, avalia.

BRASIL 

A pesquisa também destaca que, dos 15 municípios com mais de um milhão de habitantes, 13 são capitais estaduais, reunindo 42,8 milhões de pessoas — 20,1% da população do país. São Paulo segue como o mais populoso, com 11,9 milhões, seguido por Rio de Janeiro (6,7 milhões) e Brasília (3 milhões). Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, são as únicas cidades dessa lista que não são capitais, com 1,3 milhão e 1,2 milhão de habitantes, respectivamente.

Entre os municípios menos populosos, os cinco menores são Serra da Saudade (MG), com 856 habitantes; Anhanguera (GO), 913; Borá (SP), 932; Araguainha (MT), 997; e Nova Castilho (SP), com 1.072 moradores.

A Região Metropolitana de São Paulo, que inclui o Grande ABC, permanece como a mais populosa do País, com 21,6 milhões de habitantes, seguida pelas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (12,9 milhões), Belo Horizonte (6 milhões) e pelo Distrito Federal e entorno (4,8 milhões).

As estimativas mostram ainda que as 27 capitais estaduais concentraram 49,3 milhões de habitantes em 2025, ou cerca de 23,1% da população nacional.

Os dados são usados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são essenciais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos anos entre os censos. A pesquisa também atualiza as mudanças de limites territoriais ocorridas após o Censo de 2022.

Os dados da pesquisa Estimativas da População são utilizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre o Censo Demográfico, conforme informou o IBGE. A pesquisa também considera as alterações de limites territoriais que ocorreram após o Censo 2022. 

 

https://www.dgabc.com.br/Noticia/4254087/grande-abc-ganha-quase-4-000-moradores-em-um-ano-diz-ibge

 

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