Publicado em 13/08/2025 - 19:25 / Clipado em 13/08/2025 - 19:25
Depois de luta por curso matutino, aluna da USCS se diz vítima de perseguição
George Garcia
A USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) iniciou um procedimento disciplinar contra a aluna Julia Espirito Santo, depois que a mesma iniciou uma luta dentro da instituição para demover a universidade de acabar com o período da manhã. Porém a estudante de graduação em psicologia alega que está sendo vítima de perseguição, a universidade nega.
De acordo com Júlia os problemas com a universidade começaram depois que os alunos que estudam de manhã receberam um comunicado em junho, que chegou por e-mail informando que o período da manhã seria descontinuado e que os estudantes seriam transferidos para o noturno, o que desagradou muitos alunos. “De manhã tem muitas mães, que aproveitam que os filhos estão na escola, para estudarem. Tem também quem trabalha à tarde. As pessoas organizaram toda a sua vida para estudarem de manhã”, comenta Júlia, que iniciou um movimento que incluiu um protesto e também a coleta de assinaturas. “Reuni 1,5 mil assinaturas e foi um manifesto pacífico e a USCS resolveu voltar atrás, mas aproveitaram uma queixa infundada de uma colega que não gosta de mim para me prejudicar”.
Julia se refere a uma colega de classe que alegou, em e-mail enviado à reitoria, que era alvo de perseguição. Essas perseguições, segundo o e-mail seriam proferidas por Júlia, que a teria chamado de “Bolsonarista” e “direita facista”. Ao RD Julia negou as ofensas e diz que é a colega que pratica assédio moral. “Aí pegaram isso para abrir um processo disciplinar contra mim. Veja, como a pessoa está em sofrimento psicológico e leva seis meses para denunciar? Ela diz que ficou deprimida, mas aparece muito bem na rede social em bares com os colegas. Para mim a USCS se aproveitou dessa denúncia falsa para me dar um ‘cala a boca’. Estão querendo fazer com que eu apareça como uma aluna problema só porque eu reivindiquei um direito, mas fui respeitosa nesse processo”.
A aluna disse ainda não ter tido direito ao contraditório e que a versão da colega teve mais atenção da reitoria. “Ela (colega) não conseguiu apresentar nenhuma prova, disse que ouviu outra pessoa dizer, já comigo me deram só cinco dias para me defender”, lamenta a estudante que diz gostar do curso e da USCS e que por causa deste episódio levantaram um histórico para que a denúncia tivesse mais peso. “Levantaram um processo que eu movi contra a universidade por causa da cobrança de um débito antigo, de outro curso e que já tinha caducado, mas por causa dele não me deixavam ingressar no curso de psicologia. Eu movi uma ação e ganhei, mas estão usando isso também contra mim. Eu gosto da universidade, dos professores, tenho um histórico exemplar, já representei a instituição com trabalhos que fiz, agora eu só quero concluir a minha graduação”, completa.
Em nota, a USCS diz que ouve as partes quando há problemas entre os alunos. “A USCS repudia e não compactua com qualquer forma de assédio, perseguição, intimidação ou desrespeito a quaisquer de seus públicos. Demandas de estudantes que buscam a USCS nos seus canais oficiais são pautadas pela escuta e busca pela resolução de forma profissional e respeitosa”.
Sobre os períodos dos cursos a universidade diz que três em cada dez alunos estudam de manhã. “Informamos que a Universidade não fecha turmas já existentes, seguindo os termos constantes em contrato. Não atingindo o número mínimo de alunos por turma, oferece alternativas para o estudante, priorizando não prejudicar o andamento de seu curso. No momento, nas turmas cursando graduação, a USCS possui 2.019 (34,38%) estudantes no período da manhã, 5.873 estudantes no período da noite, além de 1.938 alunos em período integral”, conclui a nota da instituição.
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Seção: Cidades