Publicado em 07/08/2025 - 19:25 / Clipado em 07/08/2025 - 19:25
Família de jovem agredido por colegas em São Caetano nega ofensas racistas
George Garcia

Cercado e sendo golpeado repetidas vezes, Eduardo ainda consegue se desvencilhar dos agressores e pede ajuda a comerciantes. (Foto: Reprodução)
Ainda internado no Hospital São Luiz, em São Caetano, neta quinta-feira (07/08), dois dias após ser violentamente agredido por um grupo punk, com golpes na cabeça e no peito, Eduardo Freo Afanasiev, de 19 anos, sustenta que não realizou nenhuma fala racista, para despertar a ira do grupo que o agrediu em uma praça, que fica em uma das esquinas da avenida Goiás. Ao RD, a família reproduziu o que o jovem tem dito enquanto está se recuperando dos ferimentos.
Três pessoas foram detidas, um rapaz de 25 anos e uma mulher de 19 foram presos e um adolescente foi apreendido. Os envolvidos são estudantes da escola estadual Coronel Bonifácio de Carvalho, que fica cerca de 200 metros do local onde o crime aconteceu.
Afanasiev, foi agredido por pelo menos cinco pessoas e outros estudantes também estavam na praça e nada fizeram para impedir o espancamento do jovem, que foi agredido com golpes de barras de ferro. Imagens de câmeras da prefeitura mostram que em dado momento, mesmo ferido ele consegue se desvencilhar dos agressores e corre, para pedir socorro em comércios das imediações.

Trio foi detido por Guardas Civis Municipais graças ao monitoramento por câmeras da cidade. (Foto: Reprodução)
O caso foi registrado como tentativa de homicídio na Delegacia Sede de São Caetano. O trio foi detido por Guardas Civis Municipais enquanto fugia do local das agressões. Eles não foram muito longe porque as câmeras de monitoramento da cidade flagraram as agressões e a fuga. A Secretaria de Segurança Pública informou que, com os dois acusados e o menor foram encontrados uma faca e dois bastões de ferro. Os três foram soltos após audiência de custódia e vão responder por tentativa de homicídio.
A mãe do jovem, Cláudia Freo, disse que o filho está se recuperando, porém ainda está muito assustado com a situação. “Ele está muito assustado. Porque ele não é racista nem neonazista como estão falando”, disse a mãe. A versão de que a briga teria sido motivada por falas racistas foi dada pelos acusados à polícia.
Do hospital o jovem falou com o RD também. “Quero compartilhar o meu lado da história, já que foram divulgadas muitas versões que não correspondem à verdade. Fui acusado falsamente de racismo, algo que nunca fiz e que repudio completamente. A acusação veio de uma pessoa que já tinha o hábito de inventar e se contradizer e tudo indica que foi uma armação por questões pessoais. Não quero sensacionalismo, só que a verdade tenha espaço”, disse o jovem.
Veículo: Online -> Site -> Site Repórter Diário
Seção: Polícia