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Publicado em 06/08/2025 - 18:35 / Clipado em 06/08/2025 - 18:35

Aparecimento de escorpiões cresce 66% no ABC


Jessica Fernandes 

 

A presença de escorpiões no ABC aumentou 66% entre janeiro e julho deste ano, o que acende alerta para os riscos à saúde pública. Diadema, São Caetano, Rio Grande da Serra, São Bernardo e Santo André somaram, juntas, 20 ocorrências com escorpiões em 2025 – ante 12 registros no mesmo período de 2024.

O maior crescimento foi observado em São Caetano, que mais que dobrou as ocorrências: passou de três casos no ano passado para sete neste ano. Em Rio Grande da Serra, foram três registros até agora. Já Diadema, que havia contabilizado nove aparições em 2024, não teve nenhuma notificação até o momento em 2025. Santo André e São Bernardo registraram cinco ocorrências cada uma, mas não informaram os dados do ano anterior.

No Estado de São Paulo, o número de ocorrências é ainda mais expressivo. Entre janeiro e agosto, foram registrados 22.850 aparecimentos de escorpiões, com uma morte confirmada.

Com a aproximação da primavera e a elevação das temperaturas, a tendência é que esses números cresçam ainda mais. Segundo o biólogo Miguel Malta, a combinação de calor, presença de alimento e ausência de predadores naturais cria o ambiente ideal para a proliferação dos escorpiões, especialmente nas áreas urbanas.

“As baratas são o principal alimento dos escorpiões, e onde há lixo, entulho e esgoto, há também grande oferta para eles. A escassez de predadores também favorece esse crescimento descontrolado”, explica Malta.

A espécie mais comum na região é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), considerado um dos mais perigosos do país. Além da toxina potente, ele tem um método de reprodução preocupante: a partenogênese, ou seja, a fêmea é capaz de gerar filhotes sem a presença do macho.

“Isso significa que um único escorpião pode dar origem a uma infestação. E como são animais de hábitos noturnos, muitas vezes passam despercebidos, se escondendo em locais escuros e úmidos, como garagens, quintais, entulhos e frestas de parede”, alerta o especialista.

Mesmo no frio, os escorpiões conseguem sobreviver por longos períodos. Segundo Malta, eles entram em um tipo de estado de baixa atividade metabólica e podem ficar até três meses sem se alimentar.

Prevenção é chave

A principal forma de prevenção é eliminar abrigos e fontes de alimento. Manter os ambientes limpos, sem entulho ou restos de comida, e vedar frestas ou orifícios próximos ao solo são medidas essenciais. “Se não houver abrigo ou alimento, o escorpião tende a procurar outro local”, afirma o biólogo.

Malta reforça também a importância de vistoriar calçados, mochilas, roupas no chão e áreas de jardim antes de mexer, especialmente em regiões com histórico de aparecimento. “A maioria dos acidentes ocorre justamente nesses momentos de descuido”, completa.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3681484/aparecimento-de-escorpioes-cresce-66-no-abc/

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Seção: Cidades