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Publicado em 21/07/2025 - 08:05 / Clipado em 21/07/2025 - 08:05

Casos de lesão corporal dolosa ultrapassam 3,3 mil no ABC em 2025


Amanda Lemos 

 

O ABC ultrapassou a marca de 3,3 mil casos de lesão corporal dolosa entre janeiro e maio de 2025. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a região registrou 3.324 ocorrências de agressão com intenção de ferir, número superior ao do mesmo período do ano passado, que somou 3.266 casos.

Embora o crescimento geral seja de cerca de 1,8%, o avanço das estatísticas em cinco das sete cidades do ABC acende um sinal de alerta. Diadema, Mauá, Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra registraram aumento significativo nas agressões violentas. Já São Bernardo e São Caetano apresentaram queda, mas continuam entre os municípios com maior número de vítimas.

São Bernardo, apesar da redução de 1.011 para 977 casos, lidera o ranking regional. Santo André aparece em segundo lugar, com 827 ocorrências no período — número superior aos 813 registros do mesmo intervalo de 2024. Em seguida vêm Diadema (564, contra 521 no ano anterior) e Mauá (516, frente a 492 em 2024). Ribeirão Pires subiu de 138 para 162 casos, e Rio Grande da Serra, de 63 para 70. São Caetano teve queda de 228 para 208.

Rotina de medo

Quem vive no ABC e convive de perto com essa realidade fala em uma verdadeira “rotina de medo”. A enfermeira J.A.B., de 26 anos, moradora do Jardim Zaíra, em Mauá, relata que agressões envolvendo facas, estiletes e barras de ferro no bairro não são novidade, mas que a situação tem piorado, agora com ameaças e uso crescente de armas de fogo.

“Sempre houve festas à noite que terminavam em brigas, ambulâncias subindo e descendo o Zaíra, casos de agressão com garrafas, facas… Mas agora está pior. As brigas são mais frequentes, envolvem até revólver, e parece que perderam completamente o medo de serem presos”, afirma.

A moradora conta ainda que, nos primeiros meses deste ano, ao voltar do trabalho, presenciou uma discussão em um bar perto de casa que só foi interrompida com a chegada da polícia. “A sorte foi que os donos do bar perceberam que a situação poderia piorar e acionaram a polícia a tempo”, relata.

J.A.B. critica a falta de monitoramento e patrulhamento na região. “As ações são muito pontuais. A polícia só aparece quando alguém chama para tentar apaziguar a briga. Falta um sistema de monitoramento por câmeras e mais rondas frequentes pelos bairros”, completa.

 

https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3671836/casos-de-lesao-corporal-dolosa-ultrapassam-33-mil-no-abc-em-2025/

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Seção: Cidades