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Publicado em 13/07/2025 - 07:56 / Clipado em 13/07/2025 - 07:56

Desafio por vagas em creches persiste no ABC, apesar dos investimentos


Henrique Araújo 

 

Mesmo com o discurso de prioridade para a primeira infância, parte das prefeituras do ABC ainda não garante o acesso pleno à educação infantil. Em levantamento feito pelo RD, São Caetano afirma não ter fila de espera e oferece vagas para todas as crianças com residência comprovada, enquanto Santo André, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra continuam com gargalos estruturais e indefinições sobre a oferta futura. As demais cidades não responderam à reportagem.

No início do ano letivo de 2025, Ribeirão Pires disponibilizou 511 vagas em creches mas para 2026 ainda não apresentou previsão de novas vagas, o que deixa as famílias sem perspectiva. As matrículas ficam abertas durante todo o ano, com pré-inscrição pelo aplicativo “Ribeirão Pires Digital”.

No momento da inscrição, os responsáveis escolhem até três unidades de preferência. Quando não há vaga na escola mais próxima, a criança pode ir para outra unidade indicada. O município mantém convênios com a Escola Estância Delfis e o Lar Ismênia de Jesus. A Prefeitura publica mensalmente as listas de espera no site e no aplicativo, mas não informa o tempo médio de atendimento nem sinaliza expansão da rede.

Santo André reduz número de vagas

Em Santo André, foram 3.317 vagas oferecidas em creches conveniadas para 2025, sendo 1.057 para berçário e 2.260 para maternal. O número ficou um pouco abaixo do registrado em 2024, quando foram abertas 3.332 vagas.

Não houve novos convênios em 2025 e a Prefeitura ainda não anunciou expansão para 2026. Mas as inscrições estão abertas e seguem até 3 de outubro, o cadastro presencialmente ou pelo site oficial. Os critérios de seleção envolvem residência no município, deficiência, filhos de mães adolescentes, situação de vulnerabilidade social, renda familiar, irmãos na mesma unidade e trabalho da mãe ou responsável.

Quando não há vaga na unidade desejada, a criança pode ser encaminhada a uma creche municipal ou conveniada distante até 2 km do endereço. Ao recusar a vaga, a família perde a classificação da criança. A Prefeitura publica mensalmente a lista de espera, mas não informa o tempo médio para atendimento.

Rio Grande da Serra mantém rede limitada

Rio Grande da Serra informou que abriu 995 vagas para 2025, contra 960 no ano passado. Para 2026, a Prefeitura promete ampliar a oferta por meio de reorganização das unidades existentes, sem anunciar construção de novas escolas ou firmar novos convênios.

As matrículas seguem ao longo do ano e devem ser feitas diretamente nas unidades escolares. Os critérios de prioridade incluem crianças acompanhadas pelo Conselho Tutelar, filhos de mulheres vítimas de violência doméstica (lei municipal n.º 2404/2020), crianças com deficiência, proximidade da residência e mães que trabalham. Quando não há vaga próxima, a prefeitura oferece outras unidades disponíveis. A lista de espera está no site oficial, mas o tempo médio até o atendimento não é divulgado.

São Caetano garante rede sem fila

São Caetano se destaca como o único município da região que afirma atender 100% da demanda por creches. Em 2025, assim como no ano anterior, nenhuma criança com residência comprovada ficou sem vaga, o que dispensa lista de espera. Até julho, 5.676 crianças foram matriculadas, contra 6.517 em 2024.

As inscrições para 2026 começam em outubro e devem ser feitas pelo portal educacional da Prefeitura. A matrícula é gratuita e oferece período integral ou parcial, conforme a unidade. A alocação considera a proximidade da residência. Quando não há vaga na unidade mais próxima, o sistema direciona a criança para a opção seguinte, dentro dos limites legais. Toda a rede é 100% pública, sem convênios com instituições privadas.

 

 

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Seção: Cidades