Publicado em 11/07/2025 - 18:35 / Clipado em 11/07/2025 - 18:35
Veja onde descartar medicamentos vencidos ou em desuso no ABC
Carolaine Oliveira
Após o fim de um tratamento médico, muitos pacientes enfrentam um problema comum: o que fazer com os comprimidos, cápsulas ou outros medicamentos que sobraram na embalagem? O descarte incorreto desses medicamentos causa danos ambientais e riscos à saúde pública. Para orientar a população, o RD consultou as prefeituras do ABC e ouviu o posicionamento de um farmacêutico sobre onde e como descartar esses medicamentos de forma segura, evitar a contaminação e promover o uso racional dos remédios.
Em São Bernardo, todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estão aptas a receber medicamentos que sobraram de tratamentos. Os farmacêuticos das unidades orientam os munícipes sobre o uso racional dos medicamentos, os riscos da automedicação e a importância do descarte adequado. Mais informações estão disponíveis no site: portalsaude.saobernardo.sp.gov.br.
Em Rio Grande da Serra, os postos de saúde realizam o descarte ambientalmente correto de cápsulas e de outros medicamentos vencidos ou em desuso, conforme as normas sanitárias. Embora a Secretaria de Saúde ainda não tenha orientação oficial padronizada para essas situações, todas as unidades estão instruídas a receber esse tipo de material. O município não possui convênios com farmácias ou outros pontos de coleta.
São Caetano recebe vencidos ou sobras
As Unidades de Saúde de São Caetano recebem medicamentos vencidos ou sobras de tratamento entregues voluntariamente pela população. Esses resíduos são armazenados nas farmácias das unidades e recolhidos pelo Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental) para descarte ambientalmente correto. A cidade não possui convênios com farmácias privadas para essa finalidade. A orientação aos pacientes é contínua e realizada pelos próprios farmacêuticos das unidades.
Todos os equipamentos de saúde de Mauá, assim como as UBSs, possuem coletores específicos para o descarte de medicamentos vencidos ou em desuso. Esses coletores estão localizados em áreas de fácil acesso à população. Além disso, cartazes informativos e orientações na dispensação reforçam a importância do descarte correto. Segundo a administração municipal, não há necessidade de parcerias com farmácias ou pontos de coleta privados, pois a rede pública já possui estrutura própria para esse serviço.
Farmácias recolhem em Santo André
Em Santo André, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) não recebem medicamentos vencidos ou em desuso provenientes de residências. No entanto, a cidade conta com a Lei Municipal nº 9.765, de 2015, que obriga farmácias e drogarias a recolherem esses medicamentos residenciais para destinação correta. Além disso, farmácias e estabelecimentos comerciais de saúde podem contratar o Semasa para coletar, transportar, tratar e dar o destino adequado aos medicamentos vencidos, reduzindo descartes irregulares e prevenindo riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Orientações do farmacêutico
Henrique Barris, farmacêutico e proprietário da Drogaria Rico Farma, reforça que o paciente deve evitar guardar ou repassar medicamentos a terceiros, mesmo que as cápsulas estejam dentro do prazo de validade. “Guardar para oferecer a alguém configura automedicação e pode causar problemas sérios”, alerta.
Segundo Barris, o descarte correto ocorre em unidades de saúde, como UBSs ou UPAs, especialmente quando o medicamento foi retirado nesses locais. Drogarias com estrutura adequada também podem receber cápsulas vencidas. “Se o paciente comprou na farmácia e sobrou medicamento, pode trazê-lo que descartamos no lixo hospitalar”, afirma.
Barris explica que medicamentos descartados de forma incorreta podem contaminar o solo e a água. “A substância não pode ir para o lixo comum nem para o vaso sanitário, pois há risco ambiental e de intoxicação”, completa.
As prefeituras de Diadema e Ribeirão Pires não se manifestaram sobre o tema até o fechamento da matéria.
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Seção: Cidades