Publicado em 10/07/2025 - 21:30 / Clipado em 10/07/2025 - 21:30
Tarifa zero: 45 cidades do Estado de São Paulo já adotam política de passagem gratuita
Levantamento feito pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) traz dados atualizado até junho. 45 municípios do Estado de São Paulo já operam com tarifa zero.Alguns municípios aplicam a gratuidade no transporte público todos os dias; outros apenas em dias específicos
Por: Isabel Lima

Em um pouco mais de um ano, tarifa zero foi utilizada mais de 27 milhões de vezes em São Caetano do Sul. Foto: Divulgação/Prefeitura de São Caetano do Sul
Cada vez mais cidades brasileiras têm adotado a chamada tarifa zero. Essa política pública isenta os passageiros do pagamento para utilizar o transporte coletivo por ônibus. A medida é implementada principalmente em municípios de pequeno porte. Isso porque busca garantir o direito à mobilidade, promover inclusão social e estimular o uso do transporte público.
A implantação do sistema pode ocorrer de forma total, com gratuidade em todas as linhas, todos os dias, ou parcial, com a liberação apenas em dias específicos ou para públicos determinados. O financiamento geralmente ocorre com recursos da própria prefeitura. Por meio de subsídios, verbas de fundos municipais, parcerias com empresas ou novas formas de arrecadação, como taxas substitutivas ao vale-transporte tradicional.
Cidades paulistas com tarifa zero todos os dias
Conforme levantamento da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), atualizado até junho de 2025, 45 municípios do Estado de São Paulo já operam com tarifa zero. Aliás, em 42 deles, o benefício vale para todos os dias da semana e para toda a população.
Entre os exemplos estão São Caetano do Sul, Capão Bonito, Lins, Itapetininga, Porto Feliz, Cerquilho, Assis, Alumínio, Conchas, Artur Nogueira, Santa Isabel e Itapeva. Em geral, essas cidades têm menos de 100 mil habitantes e operam com frotas reduzidas.
Em muitos desses municípios, o serviço é custeado exclusivamente pelas prefeituras. Há casos em que o modelo de operação é público, com motoristas contratados diretamente, mas a maioria conta com empresas privadas contratadas por licitação. Além disso, há cidades que adotaram soluções alternativas. Por exemplo, Vargem Grande Paulista, onde as empresas locais pagam uma taxa fixa mensal por funcionário, substituindo o vale-transporte tradicional.
Onde a tarifa zero vale só em alguns dias
Além das cidades com passe livre todos os dias, três municípios paulistas adotam a tarifa zero apenas em datas específicas:
São Paulo (capital): apenas aos domingos
Salto: aos domingos e feriados
Ribeirão Pires: aos domingos, das 8h às 17h
Rio Grande da Serra: aos domingos e feriados
São Carlos: apenas nos finais de semana e feriados
Portanto, nesses casos, o objetivo costuma ser incentivar o lazer e o deslocamento em dias de menor movimento, sem gerar sobrecarga ao sistema regular de transporte.
Financiamento e operação
O relatório da NTU mostra que a maior parte das cidades com tarifa zero financia o sistema por meio de recursos públicos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a gratuidade dominical no transporte coletivo tem custo estimado de R$ 283 milhões por ano, pagos com verbas do orçamento municipal. Já em municípios menores, os custos variam bastante. Em Conchas, por exemplo, a operação custa cerca de R$ 247 mil por ano; em Penápolis, são R$ 220 mil por mês.
Entre os modelos de gestão, a maior parte das cidades paulistas com tarifa zero conta com operação privada, mas há também casos de operação pública direta ou mista. A demanda e o tamanho da frota variam conforme o porte do município. Mas, em geral, são sistemas simples, voltados principalmente ao transporte urbano local.
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