Publicado em 16/06/2025 - 18:25 / Clipado em 16/06/2025 - 18:25
Briga entre ex-prefeitos quase implodiu Consórcio do Grande ABC, revela Marcelo Lima
Presidente do colegiado expõe richa entre Orlando Morando e Paulo Serra como causa do fechamento do antigo escritório em Brasília
Por Karine Bragione
O atual presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), revelou nesta semana que uma disputa por vaidade entre dois ex-prefeitos da região quase levou ao colapso da entidade que representa as sete cidades do Grande ABC. Segundo ele, o conflito direto entre Orlando Morando (ex-prefeito de São Bernardo) e Paulo Serra (ex-prefeito de Santo André), ambos protagonistas do cenário político local, foi responsável pelo fechamento do antigo escritório do Consórcio em Brasília.
“A briga por vaidade de dois prefeitos acabou quase levando não só ao fechamento do Consórcio de Brasília, mas o daqui também (no Grande ABC)”, afirmou Marcelo Lima, em referência ao desgaste gerado durante o período em que Morando presidia o colegiado e Serra liderava a cidade andreense.
O espaço na capital federal foi inaugurado em 2017 com o objetivo de aproximar a região dos canais de decisão do governo federal. No entanto, segundo Lima, a iniciativa não sobreviveu aos embates internos e à falta de unidade política entre os integrantes do colegiado. “A guerra de egos desestruturou uma proposta que tinha tudo para fortalecer o ABC”, avaliou o prefeito.
Agora, sob nova gestão, o Consórcio tenta reabrir um espaço institucional em Brasília. A proposta será apresentada oficialmente na próxima terça-feira (17) aos demais prefeitos do grupo. O novo modelo, segundo Lima, será mais econômico: trata-se de uma sala em um coworking, com custo mensal de cerca de R$ 7 mil, incluindo infraestrutura básica e recepção compartilhada.
O prefeito faz questão de destacar que a iniciativa é diferente da anterior, não apenas no formato, mas também na filosofia. “Agora é sem vaidades”, pontuou. O espaço deverá atender prefeitos, secretários e técnicos que se deslocam a Brasília para tratar de demandas locais com o governo federal ou o Congresso Nacional.
A reabertura, no entanto, ainda depende do aval dos demais prefeitos. Enquanto Gilvan Junior (PSDB), de Santo André, e Tite Campanella (PL), de São Caetano, preferiram aguardar a apresentação formal do projeto, o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), destacou a necessidade de avaliar o custo-benefício. Já Marcelo Oliveira (PT), de Mauá, manifestou apoio, ressaltando a importância da articulação institucional em Brasília, especialmente no atual cenário de reaproximação com o governo federal.
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Seção: Política