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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 26/05/2025 - 19:33 / Clipado em 26/05/2025 - 19:33

‘Tarcísio tem vergonha de Bolsonaro’, afirma Márcio França em São Caetano


Em visita ao Grande ABC, ministro afirma que Alckmin não quer disputar o governo do Estado e espera aval de Lula para se candidatar


Bruno Coelho

 

Em visita a São Caetano na manhã desta segunda-feira (26), o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), afirmou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem vergonha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), gerando desconfiança entre os bolsonaristas. Com a pretensão de disputar o governo do Estado no próximo ano, o pessebista espera o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) não deseja concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

França visitou o Grande ABC a convite do prefeito de São Caetano, Tite Campanella (PL), para o lançamento da Semana da Jornada Feminina e Trilha Empreendedora, no Atende Fácil. Na chegada da agenda, o ex-governador reafirmou o desejo de ser o nome indicado pelo Palácio do Planalto para o pleito estadual, alegando que o grupo ligado a Lula precisa ser representado por alguém que consiga “apertar” o atual comandante do Estado.

“Seria importante alguém aqui em São Paulo que tivesse uma linha mais dura nas afirmações, no jeito de falar e conduzir os debates, porque precisamos ver como o Tarcísio vai reagir na hora do aperto. Até agora, ele pegou muita moleza. Até pessoas que são bolsonaristas têm uma certa desconfiança dele, pois age como a (personagem) Maria de Fatima, da novela (Vale Tudo). Então ele tem um pouco de vergonha de Bolsonaro”, alfinetou França.

Com referência na dramaturgia, o ministro comparou o governador a uma personagem, da novela das nove da Rede Globo, que tem vergonha da própria mãe e colocado em xeque sua ética. A fala de França sobre o possível adversário na corrida pelo Estado em 2026 também vem de um cenário constante de descontentamento de bolsonaristas a Tarcísio.

Embora tenha nome endossado por partidos de centro-direita, alas mais fiéis ao bolsonarismo contestam o empenho do governador na defesa do ex-presidente, que foi o seu padrinho na eleição que o levou ao Palácio dos Bandeirantes em 2022. Para os defensores mais ferrenhos de Bolsonaro, neste momento inelegível após condenação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), falta reciprocidade por parte de Tarcísio, que é visto por aliados como uma alternativa ao Planalto.

Apesar do discurso mais duro contra Tarcísio, França ainda espera o sinal verde de Lula sobre quem vai encabeçar a chapa que represente o Planalto na eleição em São Paulo. “Eu estou aguardando o presidente Lula para decidir. Na outra vez (2022), eu era o candidato ao governo do Estado e o Lula pediu para não ser (ao optar por Fernando Haddad, hoje ministro da Fazenda). Eu estou doido para disputar (a eleição)”, ponderou.

Em 2022, França abriu caminho para Haddad, com o PT encabeçando a chapa ao governo paulista, contra o então governador Rodrigo Garcia (PSDB) e Tarcísio, na época uma novidade no cenário eleitoral, impulsionado por Bolsonaro. Como postulante a vice-governadora na chapa petista, o atual ministro indicou a mulher, Lúcia França (PSB). Ambos chegaram ao segundo turno do pleito estadual, mas foram derrotados pelo candidato do Republicanos.

Por enquanto, França deixou como certa a retirada do nome de Alckmin, que governou o Estado por quatro gestões, na eleição pelo governo estadual e tem o nome citado em pesquisas eleitorais. “O Alckmin diz que não quer disputar ao governo (do Estado) e nem ao Senado, por isso que estou colocando o meu nome. Ele quer disputar de volta a vice-presidência em 2026”, afirmou.

Pelo lado do PT estadual, existe aceitação com a possibilidade de ceder a cabeça da chapa a França, discussão que avançará nos próximos meses.

PESQUISA

Durante agenda em São Bernardo no início deste mês, Tarcísio assegurou ao Diário que é candidato à reeleição, apesar de cotado à corrida pelo Planalto. Segundo levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas, na mesma ocasião, em um cenário envolvendo uma candidatura de França, o governador lideraria a disputa com 46,5%, consideravelmente à frente do ministro, que pontuou apenas 11,9%, logo atrás.

 

https://www.dgabc.com.br/Noticia/4235907/tarcisio-tem-vergonha-de-bolsonaro-afirma-marcio-franca-em-sao-caetano

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Seção: Política