Publicado em 21/05/2025 - 20:20 / Clipado em 21/05/2025 - 20:20
Mães fazem abaixo-assinado contra fim de projeto para inserir mulheres no mercado de trabalho
Um grupo de mulheres lançou uma petição pública com o objetivo de sensibilizar a administração municipal sobre a importância da iniciativa.

Imagem: Letícia Teixeira/PMSCS
A rotina das escolas públicas de São Caetano do Sul pode estar prestes a sofrer uma mudança significativa. Preocupadas com o possível fim do Programa Mães Acolhedoras, um grupo de mulheres do município decidiu agir e lançou uma petição pública com o objetivo de sensibilizar a administração municipal sobre a importância da iniciativa. A proposta é simples: manter vivo um projeto que, para além de sua função nas unidades escolares, se tornou ferramenta de transformação social. Clique aqui para assinar a petição.

Imagem: Letícia Teixeira/PMSCS
Uma ponte entre a escola e a comunidade
Criado em 2023, o Programa Mães Acolhedoras é fruto da articulação entre a Secretaria de Assistência e Inclusão Social (Seais) e a Secretaria de Educação (Seeduc). A proposta é, em essência, oferecer uma oportunidade concreta de reinserção profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade, com foco especial naquelas que enfrentam o desemprego e a falta de renda.
Essas mães, ao serem inseridas nas escolas municipais, passam a desempenhar atividades cotidianas fundamentais — como o cuidado das hortas escolares e o apoio nos momentos de alimentação das crianças. Mais do que ajuda operacional, sua presença contribui diretamente para a construção de um ambiente mais acolhedor e próximo da realidade das famílias da comunidade.

Imagem: Letícia Teixeira/PMSCS
Um salário, muitas mudanças
As participantes do programa recebem um auxílio equivalente a um salário-mínimo. Esse valor vai além de uma renda temporária: marca o começo da reconstrução da autonomia delas. Embora simples, esse auxílio impacta diretamente a economia local, pois é reinvestido em mercados, farmácias, transporte e outros setores que movimentam a cidade.
As próprias mães relatam que o programa tem sido mais que uma fonte de sustento. Ele também traz autoestima e um sentimento de pertencimento. A inserção na rotina escolar e nas atividades comunitárias cria uma conexão especial, que fortalece tanto os vínculos familiares quanto o relacionamento com toda a comunidade escolar.
Programa Mães Acolhedoras

Imagem: Letícia Teixeira/PMSCS
Mobilização das mães de São Caetano
A petição, embora sem valor jurídico formal, busca representar a voz da população. Para as mães organizadoras, esse é um gesto legítimo de cidadania e participação política. “Não estamos apenas pedindo emprego. Estamos defendendo um programa que dá dignidade, que melhora as escolas e que aquece a economia”, comenta uma das participantes da mobilização.
A preocupação com o encerramento do projeto vem da incerteza em relação à sua renovação ou prorrogação. Por isso, a petição pública se tornou uma forma de pressionar democraticamente o poder público. Ela busca garantir que a demanda de quem está na linha de frente — nas salas de aula, corredores, hortas e refeitórios das escolas — seja ouvida.

Imagem: Letícia Teixeira/PMSCS
Como participar da petição
Qualquer cidadão pode aderir à causa assinando a petição online, disponível publicamente. Para as mães envolvidas, cada assinatura é um passo em direção à continuidade de uma iniciativa que transforma realidades silenciosamente, todos os dias, dentro das escolas. E, como costumam dizer entre si, o que está em jogo vai muito além de um contrato — está em jogo a esperança de um futuro com mais oportunidades para todas as mulheres.
Veículo: Online -> Site -> Site Vipzinho
Seção: Pais e educadores