Publicado em 12/05/2025 - 19:28 / Clipado em 12/05/2025 - 19:28
As cidades brasileiras menos desenvolvidas, segundo o Firjan
Por: Felipe Farias
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é uma ferramenta essencial para compreender o nível de desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros. Criado em 2008 pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o índice avalia três áreas fundamentais: emprego e renda, saúde e educação. Cada um desses indicadores recebe uma pontuação que varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, melhor é o desenvolvimento do município.
O levantamento mais recente, referente ao ano de 2023, revelou que a cidade de Ipixuna, no Amazonas, possui o pior índice de desenvolvimento do país. Outros municípios como Jenipapo dos Vieiras, no Maranhão, e Uiramutã, em Roraima, também figuram entre os menos desenvolvidos. Por outro lado, cidades como Águas de São Pedro e São Caetano do Sul, ambas em São Paulo, estão entre as mais desenvolvidas.
Quais são os critérios utilizados pelo IFDM?
O IFDM utiliza uma série de variáveis para compor seus indicadores. No que diz respeito ao emprego e renda, são avaliadas a capacidade de geração de empregos, a diversidade econômica e a taxa de pobreza, entre outros fatores. Já o indicador de saúde considera a cobertura vacinal, a quantidade de médicos por habitante e a taxa de óbitos infantis evitáveis. Por fim, o indicador de educação analisa a oferta e qualidade da educação básica, a formação dos professores e o desempenho dos alunos no Ideb.
Por que tantas cidades apresentam baixo desenvolvimento?
O estudo aponta que 47,3% dos municípios brasileiros apresentam desenvolvimento socioeconômico baixo ou crítico. Entre as razões para esse cenário estão o déficit na formação de professores, a falta de médicos e a alta dependência do setor público para geração de empregos. Esses fatores são mais pronunciados em cidades com desenvolvimento crítico, onde há uma média de um médico para cada dois mil habitantes e quase 70% dos empregos formais são em órgãos públicos.
Como o IFDM reflete a realidade brasileira?
Apesar de 99% dos municípios terem apresentado algum avanço entre 2013 e 2023, a média nacional ainda se encontra em um nível de desenvolvimento moderado. O componente de educação foi o que mais cresceu no período, seguido por saúde e emprego e renda. Essa melhora resultou em uma redução significativa no número de cidades com desenvolvimento crítico, mas ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar um desenvolvimento homogêneo em todo o país.
Quais são as perspectivas para o futuro?
O IFDM continua a ser uma ferramenta crucial para identificar áreas que necessitam de atenção e investimento. Com base nos dados, políticas públicas podem ser direcionadas para melhorar a educação, saúde e oportunidades de emprego nos municípios mais carentes. O objetivo é que, com o tempo, mais cidades alcancem um nível de desenvolvimento alto, contribuindo para uma melhor qualidade de vida para todos os brasileiros.
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Seção: Cidades