Publicado em 21/04/2025 - 08:04 / Clipado em 21/04/2025 - 08:04
Papa Francisco: autoridades do Grande ABC lamentam morte do pontífice
Diversos líderes se manifestaram ao longo do dia para prestar homenagens ao pontífice argentino, que liderou a Igreja Católica por 12 anos
Natasha Werneck
A morte do Papa Francisco, nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, comoveu autoridades religiosas e políticas do país. Diversos líderes se manifestaram ao longo do dia para prestar homenagens ao pontífice argentino, que liderou a Igreja Católica por 12 anos e se destacou pelo compromisso com os pobres, a simplicidade e o diálogo inter-religioso.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou um trecho bíblico para se despedir de Francisco. “Nos despedimos hoje com muita gratidão do Papa que deixa esse mundo com a missão cumprida e um legado de bondade. Papa Francisco nos ensinou que a fé caminha junto com simplicidade e a esperança. Descanse em paz”, declarou.
Em Santo André, o prefeito Gilvan Junior (PSDB) disse que o papa foi “uma referência mundial de empatia, diálogo e coragem”. Segundo ele, “com palavras simples e gestos profundos, ele tocou corações ao redor do mundo — inclusive de quem não era religioso”.
O ex-prefeito da cidade Paulo Serra (PSDB) reforçou que Francisco foi um líder que transcendeu a religião. “Escolheu servir com o coração, não teve medo de dizer o que precisava ser dito e viveu o Evangelho com verdade.”
Também na região do Grande ABC, o prefeito de São Caetano, Tite Campanella (PL), destacou os ensinamentos de amor e respeito deixados pelo pontífice. “Que sejamos mais amorosos, empáticos e solidários, para que nossa sociedade viva tempos de paz.”
Deputado federal Alex Manente (Cidadania) chamou Francisco de “exemplo de humildade”, que “pregou o amor cristão e o respeito às diferenças em tempos difíceis”.
O secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, ex-prefeito de São Bernardo, também lamentou a perda: “Um homem de fé, simplicidade e coragem, que marcou a história da Igreja com gestos de humildade e uma mensagem de amor, inclusão e diálogo”.
A presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu, publicou uma homenagem em tom poético, afirmando que “Francisco foi o papa que trocou o incenso dos altares pelo cheiro das ruas”. Para ela, o pontífice “ousou ser diferente” e deixa um legado de “humildade, diálogo e coragem”.
Prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL) disse que Francisco foi “um santo homem que foi exemplo de amor, de doação por aqueles que mais precisam” e ressaltou sua luta pela paz. Já a deputada estadual Ana Carolina Serra (Cidadania) lembrou da esperança que o papa transmitia: “Ele falava simples, mas tocava fundo. Defendia os vulneráveis, chamava todos ao cuidado, ao respeito, ao amor”.
O deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil), ex-prefeito de Mauá, afirmou que Francisco “rompeu tradições” e “entregou a vida ao Evangelho e à defesa dos mais pobres e marginalizados”.
A deputada estadual Carla Morando (PSDB) destacou o compromisso do papa com os mais vulneráveis. “Seu legado de fé, diálogo e solidariedade continuará inspirando gerações no mundo inteiro.”
Ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT) também se pronunciou. “Francisco foi um farol de esperança em tempos difíceis, sempre lembrando que ‘ninguém se salva sozinho’.”
Papa morreu um dia após o Domingo de Páscoa
O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio em 17 de dezembro de 1936, morreu no Vaticano em decorrência de complicações de uma doença pulmonar crônica. A morte foi confirmada nesta segunda-feira (21), um dia após ele ter feito uma breve aparição para abençoar os fiéis na Praça São Pedro, durante o Domingo de Páscoa. A presença provocou aplausos e comoção.
O pontífice não celebrou a missa de Páscoa, delegando a tarefa ao cardeal Angelo Comastri. Desde o retorno de uma hospitalização de 38 dias, Francisco havia limitado suas aparições públicas, não participando das celebrações da Sexta-Feira Santa e do Sábado Santo.
Igreja entra em período de Sé Vacante
Com a morte de Francisco, a Igreja Católica entra oficialmente em Sé Vacante, período em que o trono papal está vago. A administração temporária do Vaticano fica sob responsabilidade do camerlengo, atualmente o cardeal Kevin Joseph Farrell. Ele será o responsável por conduzir o processo de transição e organizar o conclave que elegerá o novo papa.
Francisco foi o primeiro pontífice nascido nas Américas e o primeiro jesuíta a chegar ao cargo mais alto da Igreja. Marcado por um estilo humilde e por uma visão de Igreja voltada à inclusão e à justiça social, ele desafiou estruturas internas do Vaticano e enfrentou tensões com alas mais conservadoras, ao mesmo tempo em que buscava aproximar a Igreja daqueles historicamente excluídos.
Seu legado será lembrado por sua firmeza em favor da paz, da ecologia, da fraternidade e da misericórdia — princípios que o acompanharam até os últimos dias.
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: Política