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Publicado em 16/04/2025 - 19:28 / Clipado em 16/04/2025 - 19:28

Arquivamento da Comissão Processante contra vereadora Bruna Biondi é aprovado


Sessão na Câmara foi suspensa após tumulto envolvendo processo contra parlamentar

 

 

Por Karine Bragione

A sessão da Câmara Municipal de São Caetano do Sul, realizada nesta terça-feira (15), foi interrompida após uma intensa discussão entre os parlamentares. O bate-boca teve início após o vereador César Oliva (PSD) solicitar o arquivamento temporário de documentos relacionados à Comissão Investigativa Processante (CIP) que apura possíveis infrações da vereadora Bruna Biondi (PSOL), que pode ter o mandato cassado.

O vereador César Oliva argumentou que o relatório da comissão já ultrapassa 800 páginas e ainda deverá ser complementado com novos documentos. Entre os materiais que devem ser anexados estão um boletim de ocorrência registrado por uma mulher que acusa a vereadora Bruna Biondi de abuso de prerrogativa, além de vídeos em que ela faz críticas duras a outros parlamentares. Em uma das gravações, Bruna afirma que "não se vende", o que, segundo Oliva, configuraria calúnia e quebra de decoro parlamentar.

A CIP também cita a participação da vereadora em duas invasões: uma ocorrida em 2021, na sede do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), e outra em novembro de 2024, em um prédio particular localizado na Rua José Benedetti. O relatório ainda menciona possíveis falas com teor racista e acusa a vereadora de ter chamado a Câmara de "cartório da Prefeitura".

A tensão aumentou quando o presidente da Câmara, Carlos Humberto Seraphim (PL), colocou o pedido de arquivamento em votação sem a leitura prévia do documento. A vereadora Bruna Biondi protestou, mas teve sua fala interrompida. Manifestantes que acompanhavam a sessão em apoio à vereadora reagiram com gritos de “Bruna fica”, o que levou à suspensão temporária da sessão.

Após cerca de uma hora, a reunião foi retomada com a leitura do processo, e os vereadores aprovaram o arquivamento temporário. Em pronunciamento, Bruna afirmou que não vai se rebaixar diante das acusações. “O pedido foi feito para intimidar, mas a pressão popular levou ao arquivamento. Os vereadores acham que devo baixar o tom para me enquadrar no comportamento deles”, declarou.

 

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Seção: Política