Publicado em 07/04/2025 - 15:45 / Clipado em 07/04/2025 - 15:45
São Caetano realiza caminhada de conscientização ao autismo

Foto: Eric Romero / PMSCS
“Informação gera empatia. Empatia gera respeito!”. A frase, estampada em uma das muitas faixas da Caminhada Inclusiva pelo Abril Azul, mês de conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA), traduziu o espírito do evento que reuniu famílias de São Caetano na manhã do último domingo (06/04).
A iniciativa, promovida pela Prefeitura por meio da Sedef (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou com Mobilidade Reduzida), teve como objetivo principal combater o preconceito e promover a inclusão social.
“São Caetano foi a primeira cidade do ABC a ter uma Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e continuamos a evoluir”, ressaltou o prefeito Tite Campanella, que durante o evento anunciou uma importante conquista para a área: a conclusão das obras do Complexo da Pessoa com Deficiência, que irá triplicar a capacidade de atendimento da Prefeitura.
“Esperamos entregar o novo equipamento, completamente equipado, por ocasião do aniversário da cidade, em 28 de julho”, celebrou Campanella.

Foto: Eric Romero / PMSCS
A programação contou com atrações diversas, incluindo música da Fundação das Artes, um espetáculo circense da Cia. Suno com palhaços e acrobatas, apresentações de dança do Ballet Sandra Amaral e a participação especial da personagem Mika, da série de animação O Diário de Mika.
Para Fabiane Batista, mãe de Maria Cecília (10 anos) e Daniel (4 anos), ambos dentro do espectro do TEA, eventos como a caminhada são cruciais para promover a conscientização. “Um evento como esse é muito importante. Há muita coisa que precisa mudar na sociedade. O mundo ainda não está preparado para os autistas”, afirmou, lembrando que o autismo, muitas vezes não visível, leva seus filhos a vivenciarem situações de incompreensão.
A caminhada também contou com o apoio de pessoas sem laços diretos com o autismo, como as irmãs gêmeas Laura e Laurinda Paz. “Queremos incentivar essas ações. Há muita ignorância sobre o autista”, disse Laura, desmistificando o preconceito de que autistas não gostam de se relacionar. “Temos um amigo muito querido na igreja que frequentamos, a Matriz Sagrada Família. Ele é carinhoso, chega abraçando todo mundo”, confirmou Laurinda.
Como bem dizia outra faixa presente na caminhada, o autismo é “uma forma diferente de ser, sentir e ver o mundo”. A Caminhada Inclusiva em São Caetano do Sul demonstrou que acolher essas diferenças é o caminho para construir uma sociedade melhor e mais humana para todos.

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Seção: Cidades