Publicado em 17/03/2025 - 18:31 / Clipado em 17/03/2025 - 18:31
Com Auricchio, precatórios em São Caetano aumentam 167%
Entre janeiro de 2017 e dezembro de 2024, período da gestão do ex-prefeito, montante saltou de R$ 162,6 milhões para R$ 433,5 milhões
Wilson Guardia

FOTO: Divulgação/PMSCS
As dívidas de precatórios em São Caetano somavam até 31 de dezembro de 2024, último dia do segundo mandato do então prefeito José Auricchio Júnior (PSD), R$ 433.467.246,65. O valor é 167% superior aos R$ 162.613.259,68 deixados pelo seu antecessor, Paulo Pinheiro (na época no MDB), no último dia de 2016.
Em oito anos, o montante teve acrescidos R$ 270,85 milhões. A dívida evoluiu a tal maneira que prejudicou o poder de investimento do município. Entre 2016 e 2023 o crescimento da dívida foi de 96%, e de 2023 a 2024, 36%.
Os passivos de preca-tórios (débitos judiciais em atraso) herdados pela gestão do prefeito Tite Campanella (PL) estão embutidos na dívida consolidada total de R$ 824.918.339,70.
Aliás, segundo justificou Stefânia Wludarski, secretária de Governo e ex-titular da Fazenda na gestão Auricchio, em audiência pública no dia 28 de fevereiro, o problema de caixa contribuiu para o rombo nos cofres e elevar a dívida em 92% no terceiro quadrimestre do ano passado em comparação até 31 de dezembro de 2023, quando atingiu R$ 429.016.526,86.
Na mesma plenária de prestação de contas, às vésperas do Carnaval, Stefânia apontou que no segundo quadrimestre de 2024, encerrado em 31 de agosto, a dívida consolidada era de R$ 402.535.790,74 contra os R$ 824.918.339,70 acumulados em dezembro do ano passado, alta de 105%.
Segundo a administração Tite Campanella, que herdou os problemas financeiros, a escalada nas dívidas decorreu “principalmente em razão da elevação das operações de crédito, que foram realizadas para viabilizar investimentos essenciais no município, além do crescimento dos precatórios”.
Em relação ao aumento entre o segundo e o terceiro quadrimestres, a Municipalidade explicou que o crescimento da dívida “decorreu principalmente do crescimento das despesas correntes associadas à manutenção e expansão dos serviços públicos, bem como aos investimentos realizados no período”.
Paulo Rossi, secretário da Fazenda, que dividiu apresentação da contabilidade com Stefânia, sem se aprofundar nas respostas, atribuiu o rombo no caixa à evolução de operações de crédito com a CAF (Confederação Andina de Fomento, banco interamericano), que emprestou R$ 173,4 milhões ao município.
Entretanto, na ocasião da audiência pública, fontes ligadas à Fazenda de São Caetano garantiram ao Diário que no ano passado o empenho com a CAF girou entorno de R$ 40 milhões, o que não dobraria a dívida no período apurado.
https://www.dgabc.com.br/Noticia/4210424/com-auricchio-precatorios-em-sao-caetano-aumentam-167
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: Política