Publicado em 15/03/2025 - 07:51 / Clipado em 15/03/2025 - 07:51
GCMs da região contam com efetivo de 17 cães farejadores
Animais atuam em patrulhamento, proteção e detecção de entorpecentes; aposentadoria prevê adoção prioritária por condutores
Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
As GCMS (Guardas Civis Municipais) de São Caetano e Ribeirão Pires contam, juntas, com 17 cães farejadores em seus efetivos. Os animais desempenham papel fundamental no apoio às operações de segurança, especialmente na detecção de entorpecentes e patrulhamento.
São Caetano possui o maior efetivo canino da região, com 13 animais, sendo 12 da raça pastor-belga-malinois e um pastor-alemão. A previsão é que quatro desses cães se aposentem até o fim de 2025. Ribeirão Pires tem quatro – dois da raça golden retriever e dois pastores-belga-malinois – e já prevê a aposentadoria de um dos pastores-belgas. Em Rio Grande da Serra, segundo a Prefeitura, a GCM mantém quatro animais sob contrato de comodato, mas, desde o início de 2025, os cães não estão mais em serviço ativo.
APOSENTADORIA
O processo de adoção dos cães aposentados segue critérios rígidos, priorizando seus condutores. Em São Caetano, por exemplo, caso o GCM responsável pelo animal não tenha condições de adotá-lo, a oportunidade é oferecida a outros integrantes da corporação. Se ainda assim não houver interessados, a adoção é aberta ao público, com seleção cuidadosa dos candidatos. A cidade também tem o apoio da Ubasa (Unidade Básica de Saúde Animal) para garantir a saúde dos animais durante e após o período de serviço. Ribeirão Pires segue um modelo semelhante, com prioridade para os condutores, outros agentes da GCM e, em última instância, instituições e particulares.
A idade média de aposentadoria dos cães policiais é de 8 anos, mas o processo pode ser antecipado caso o animal apresente alguma condição física ou psicológica que comprometa suas funções.
Na Inspetoria do Canil GCM de São Caetano, cães como Bronx, Grom, Chase e Drax se preparam para a transição. Rogério, instrutor do canil e parceiro do agente de quatro patas Bronx, destaca que “cada cão é um indivíduo e que a socialização e adaptação pós-serviço são essenciais para sua qualidade de vida”.
A relação entre os cães e seus condutores é marcada por anos de parceria intensa. O inspetor Coelho, responsável pelo cão Drax, conta que criou o animal desde os três meses de vida e que aguarda a chegada de um substituto para garantir transição tranquila. “Drax foi o melhor cão policial que tive o prazer de conhecer. Ele é o cão que todo policial pretende ter na vida”, afirma. Os animais da GCM de São Caetano participaram de diversas operações, incluindo a Filtro Digital, realizada em conjunto com a Polícia Civil. Na ocasião, os cães auxiliaram na detecção de entorpecentes, colaborando para apreensões e prisões.
Em Diadema, o canil da GCM foi desativado em 2020. Já em Santo André e Mauá, as GCMS não utilizam cães farejadores. São Bernardo não respondeu à consulta do Diário.
https://www.dgabc.com.br/Noticia/4210284/gcms-da-regiao-contam-com-efetivo-de-17-caes-farejadores
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: Setecidades