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Publicado em 13/03/2025 - 19:28 / Clipado em 13/03/2025 - 19:28

PM desocupa prédio ocupado por movimento feminista em São Caetano


Ocupação durou 112 dias e buscava pressionar o poder público por políticas de apoio às mulheres

 

 

Por Karine Bragione

 

Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Militar cumpriu uma ordem judicial de reintegração de posse em um imóvel particular localizado na Rua José Benedetti, no bairro Cerâmica, uma área nobre de São Caetano do Sul. A operação ocorreu às 6h50, com base em decisão da 4ª Vara Cível, assinada pelo juiz José Francisco Matos.


A liminar foi concedida com base em documentos que comprovam a propriedade do imóvel, além de atender aos critérios do Código de Processo Civil, já que a invasão ocorreu há menos de um ano. A decisão estabeleceu um prazo de 15 dias para que os ocupantes saíssem por conta própria. Se isso não acontecesse, a polícia poderia intervir e, se necessário, arrombar o local para cumprir a ordem.


A operação foi planejada desde a última terça-feira (11) em reunião com diversas partes envolvidas, e as ruas ao redor do prédio foram bloqueadas para veículos e pedestres. Cerca de 50 policiais da Força Tática participaram da ação. A partir das 7h53, cartazes que estavam pendurados na fachada do prédio começaram a ser removidos.


O prédio estava ocupado desde o dia 21 de fevereiro de 2024, totalizando 112 dias de ocupação. O grupo responsável pela ocupação, o Movimento Olga Benário – também conhecido como Ocupação Alceri Gomes – protestou em frente ao prédio durante a reintegração de posse, gritando frases como: "Se tem violência contra a mulher, a gente mete a colher".


De acordo com o movimento, a ocupação visava denunciar a falta de políticas públicas de apoio às mulheres e de habitação social na cidade. O objetivo era transformar o prédio, que, segundo os manifestantes, estaria abandonado há mais de 30 anos, em um centro de acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência. Além disso, o local abrigaria uma creche comunitária e uma cozinha para atender crianças.


O oficial de Justiça informou que, no momento da ação, não havia crianças, idosos ou pessoas com deficiência no prédio. O relatório também apontou que os ocupantes não estavam ali para morar, mas sim para pressionar por políticas de apoio às mulheres.

 

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Seção: Ocupação