Publicado em 07/03/2025 - 08:06 / Clipado em 07/03/2025 - 08:06
ABC enfrenta desafios para viabilizar o descarte regular de materiais volumosos
Henrique Araújo
Apesar de algumas cidades, como Ribeirão Pires, São Bernardo e Mauá, contarem com o serviço de cata-bagulho — que percorre os municípios para coletar móveis velhos, eletrodomésticos e outros materiais volumosos nas residências — ainda há locais que limitam essa funcionalidade ao oferecer apenas os ecopontos como opção para descarte.
Isso porque uma parcela da população não possui um veículo adequado para transporte de materiais volumosos e/ou moram longe dos pontos de descarte, o que resulta em descartes incorretos de material e poluição ambiental.
Em Rio Grande da Serra, por exemplo, não há coleta nos bairros, pois a cidade ainda não possui um espaço adequado para a destinação final dos materiais. Assim, quem opta por descartar corretamente seu lixo doméstico, ainda sofre sem opções. Em nota, a Prefeitura diz estudar alternativas para retomar o serviço de forma sustentável e informa, ainda, que divulgará novidades assim que “houver uma solução viável”.
Santo André também não conta com o serviço de cata-bagulho ou bota-fora, mas disponibiliza 30 Estações de Coleta, que recebem gratuitamente resíduos recicláveis, móveis velhos, eletroeletrônicos e entulho de pequenas obras. Para descartar até 1 m³ de resíduos por mês, os moradores precisam apresentar um comprovante de residência. Cada tipo de resíduo tem uma destinação específica, incluindo reaproveitamento ou reciclagem por empresas parceiras. A lista completa dos ecopontos, os horários de funcionamento e mais informações estão disponíveis no site do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).
Já em Diadema também não há serviço de coleta domiciliar para entulhos e materiais volumosos, mas a cidade conta com 16 ecopontos municipais, onde os moradores podem realizar o descarte gratuitamente. A relação completa dos locais, os horários de funcionamento e as regras para descarte estão disponíveis no site da Prefeitura.
E sem calendário fixo, São Caetano, através do Saesa (Serviço de Assistência à Saúde e ao Meio Ambiente) é responsável pelo cata-treco, que recolhe sofás, madeiras, eletrônicos e até cinco sacos de entulho por imóvel. Para solicitar o recolhimento, os moradores devem agendar o serviço pelos telefones (11) 4239-1716, 4239-1717 ou 4239-1718. O prazo para remoção dos materiais é de até dez dias.
São Bernardo, por sua vez, possui a Operação Bota-Fora, serviço que auxilia o morador a se desfazer de entulhos como móveis velhos, colchões e utensílios domésticos. O programa, segundo a administração municipal, é regular e passa por todos os bairros da cidade. Pelo site https://sbclimpeza.com.br/bota-fora-2025, é possível verificar as datas da operação e se organizar para depositar os materiais na calçada em frente à sua residência.
Coleta em atraso
No dia 25 de fevereiro, estava agendado o Bota-Fora em São Bernardo para recolher entulhos e descartes no bairro Royal Park. No entanto, para surpresa dos moradores, o serviço atrasou e passou apenas no dia seguinte, quando, segundo o cronograma, deveria atender o bairro Imigrantes. A situação causou revolta entre os residentes, que tiveram que colocar e retirar os entulhos durante esses dias.
Luciano Aparecido Croos, de 54 anos, presenciou o ocorrido e compartilhou sua indignação com os vizinhos. “A maioria dos moradores colocou os materiais na calçada pela manhã, ao sair para o trabalho. Quando voltaram, tudo ainda estava lá. Tiveram que retirar os itens para guardar os carros e, no dia seguinte, repetir todo o processo”, comenta.
Outro morador, este do bairro Baeta Neves, que preferiu não se identificar, destacou a necessidade de uma lei ou de um canal de denúncia para descartes irregulares na cidade, além do serviço oferecido pela Operação Bota-Fora. “No nosso bairro, a Prefeitura deveria promover uma ação séria de conscientização para moradores que descartam entulho de maneira inadequada. Além do problema com o lixo, isso prejudica o acesso de pedestres e a mobilidade nas calçadas”, frisa.
Questionada, a Prefeitura não respondeu os questionamentos do RD.
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Seção: Cidades