Publicado em 04/03/2025 - 08:25 / Clipado em 04/03/2025 - 08:25
Crítica destrutiva da oposição leva ao pânico, diz César Oliva
Líder da gestão do prefeito Tite Campanella na Câmara afirma que muitos debates acabam seguindo para o lado pessoal e não político
Wilson Guardia
O vereador César Oliva (PSD), líder do governo Tite Campanella (PL) no Legislativo, afirmou que a oposição em São Caetano adota a postura do “quanto pior, melhor” e leva o debate para outro nível, o pessoal, e não o político. “Coisa que está acontecendo hoje na Câmara, o de não separar o CPF do CNPJ. Na política podemos ser adversários, mas nunca inimigos”, avaliou o parlamentar.
Dos 21 vereadores nesta legislatura, três são considerados pela base governista opositores à atual gestão do Palácio da Cerâmica. Bruna Biondi (Psol) e Edison Parra (Podemos), reeleitos para o mandato 2025-2028 também eram críticos do ex-chefe do Executivo José Auricchio Júnior (PSD), e Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil), autodeclarado “independente”, usa de suas redes sociais para criticar, em grande parte, as ações tomadas pelo atual mandatário e atacar Auricchio.
Para Oliva, a oposição tem importância no contexto político, no entanto, ela não pode confundir posicionamentos ideológicos e misturar assuntos pessoais com os de fora da Câmara. “Eu respeito, pois fui forjado na oposição. Porém as críticas não podem ser destrutivas, do quanto pior, melhor, porque isso não leva a lugar nenhum e gera pânico e preocupação”, afirmou.
Entre os excessos, Oliva aponta por exemplo para o colega de parlamento, o Getulinho, que recentemente em sessão extraordinária levou à tribuna uma questão pessoal envolvendo os dois sobre um boletim de ocorrência registrado.
Bruna Biondi, segundo ele, no ano passado ultrapassou os limites da crítica ao afirmar que a “privatização (promovida por Auricchio) serve para beneficiar um ente privado, amigo do (ex-) prefeito possivelmente, que vai pagar a campanha no ano que vem (deste ano), em troca de um serviço que é ofertado aos munícipes”. As palavras utilizadas pela parlamentar levaram Auricchio a procurar a polícia e registrar uma queixa-crime por calúnia e difamação. Atualmente o caso segue na esfera judicial.
César Oliva garantiu que quando o debate segue dentro das quatro linhas da política e com propostas para melhorar algum ponto deficitário, terá o “respeito” do líder do governo. O parlamentar, quando eleito pela primeira vez em 2017, adotou postura contrária ao do então chefe do Executivo por sete anos até passar a integrar a base e ser convidado neste ano para ser líder do governo Tite.
Ele ainda defendeu “discussões construtivas e de qualidade para mostrar que remando juntos para o mesmo lado a cidade cresce e se desenvolve.”
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: Política