Publicado em 24/02/2025 - 15:16 / Clipado em 24/02/2025 - 15:16
Desempenho de alunos sem celulares melhoram em escolas de São Caetano
Redação
Diretores de escolas do município notaram uma mudança positiva após a lei que proíbe o uso do aparelho no ambiente escolar entrar em vigor.

Apesar do pouco tempo desde o retorno das aulas, diretores de escolas da rede municipal de São Caetano do Sul notaram uma mudança positiva após a lei que proíbe o uso de celulares em ambientes escolares ter entrado em vigor. Antes mesmo do início do ano letivo, a Secretaria de Educação do município editou a instrução normativa 3/2025, determinando a inutilização do aparelho celular dentro das escolas – seja na entrada, na saída ou nos intervalos das aulas.
Acostumado a presenciar alunos utilizando o aparelho no dia a dia da escola, o diretor da EME Professora Alcina Dantas Feijão, Ailton Tenório, relatou que apesar da insatisfação de alguns, houve grande adesão ao movimento ‘Zero Celular” na instituição. “Alguns já externaram que estão se ‘livrando desse vício’. Para ajudar nesse processo, ampliamos as atividades no intervalo, com jogos de tabuleiro, dominó etc”, contou o diretor.
Tenório admitiu que ainda há alunos que tentam infringir as regras, sobretudo no intervalo. “Mas é aí que entra a ação das orientadoras, visando enturmá-los. As Mães Acolhedoras estão atuando de forma muito importante, com todo seu jeito e carinho, para também orientar os alunos”, comentou.
Na EMEF Oscar Niemeyer, no Bairro Oswaldo Cruz, o uso do celular no ambiente escolar já estava proibido antes mesmo da restrição virar lei federal. “Percebemos que essa medida trouxe benefícios incríveis para o desenvolvimento dos nossos estudantes e para o ambiente escolar. Afinal, as conversas agora não precisam de uma tela de proteção. O tempo livre é ocupado por bate-papo com amigos, jogos como tênis de mesa, pebolim, air hockey, entre outros, sobretudo nos intervalos e demais atividades sociais, que fortalecem os laços e as interações”, disse o diretor da unidade, Edgar Casado Souza.
Para ele, apesar de serem apenas duas semanas de escola, já foi possível identificar melhora no comportamento dos alunos dentro das salas de aula. “Ao limitar o uso dos dispositivos móveis, cria-se um ambiente mais focado no qual os estudantes podem se concentrar plenamente nas aulas, com menos estímulos externos. Dessa forma, todos podem aprender a valorizar momentos de desconexão e, concomitantemente, cultivar uma relação mais saudável com a tecnologia, fora do ambiente escolar. Afinal, é na escola que escrevemos capítulos inesquecíveis da nossa história”, completou Edgar.
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Seção: São Caetano