Publicado em 22/02/2025 - 08:43 / Clipado em 22/02/2025 - 08:43
Pronto Cardio de São Caetano pode ficar 150 dias sem operar; entenda
A administração municipal ressaltou que uma adequação necessária exige a contratação de uma empresa especializada para realizar os ajustes
Natasha Werneck
O Pronto Cardio – Unidade Hospitalar Cardiovascular Dr. Adib Jatene, que está localizado no Complexo Hospitalar de Clínicas, no bairro Olímpico, em São Caetano, ainda não entrou em funcionamento. Inaugurado em 14 de dezembro de 2024, a Prefeitura informou que uma adequação necessária deve ser feita e pode ficar até 150 dias sem operar.
O motivo é a "necessidade de readequação da cabine primária de energia do Complexo Hospitalar de Clínicas", conforme foi informado pela administração municipal.
A administração municipal ressaltou que a adequação exige a contratação de uma empresa especializada para realizar os ajustes necessários e, em seguida, a derivação para a cabine secundária exclusiva da unidade, já concluída.
Para solucionar o problema "o mais rápido possível", a Prefeitura afirmou que trabalha em conjunto com a Enel. Segundo a concessionária de energia, o prazo previsto para a conclusão das adequações é de 150 dias.
A Prefeitura reiterou o compromisso de colocar a unidade em operação, visando atender a população e manter a qualidade dos serviços públicos de Saúde.
Diagnóstico técnico
Diagnóstico realizado pelo atual governo de São Caetano nos processos de licitação e construção do Pronto Cardio, apresentado pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD) como o primeiro pronto-socorro cardiológico municipal do Grande ABC, aponta série de problemas e conclui pela “inviabilidade do serviço”. A administração gastou R$ 12 milhões no equipamento, que está fechado.
O Diário teve acesso, com exclusividade, às 22 páginas iniciais do diagnóstico – que, ao todo, passa das 100. Além de série de irregularidades na execução do projeto, o documento assevera que a relação entre custo e benefício não recomenda a abertura do hospital. São Caetano oneraria os cofres públicos em R$ 42 milhões anuais em atendimentos de alta complexidade para as áreas cardiológica e neurológica sem que haja demanda reprimida na cidade.
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: São Caetano