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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 17/02/2025 - 19:16 / Clipado em 17/02/2025 - 19:16

Protocolado pedido de CPI para apurar Pronto Cardio


Angelica Richter

Comissão já conta com ao menos um apoio, de Edison Parra, que fez requerimento solicitando relatório completo do hospital feito pelo governo

 

O diagnóstico apresentado pelo governo de São Caetano sobre o Pronto Cardio deve render Comissão Parlamentar de Investigação na Câmara. O vereador Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil), protocolou na madrugada de ontem pedido para instalação da CPI, que já conta com ao menos uma assinatura, de Edison Parra (Podemos). O relatório aponta série de problemas no processo de licitação e construção do equipamento, que custou R$ 12 milhões e segue fechado.

Parra, que já havia anunciado a intenção de solicitar uma CPI, afirmou ao Diário que dará apoio ao unionista em seu pedido e que também protocolou requerimento solicitando o relatório completo sobre o pronto-socorro cardiológico municipal, que foi entregue na gestão José Auricchio Junior (PSD), em dezembro, mas nunca funcionou.

“Vou assinar o pedido de CPI, mas não sei a postura dos demais vereadores. Protocolei requerimento de informações, em regime de urgência, pedindo o relatório e espero que os colegas votem pela aprovação”, pontuou Parra.

O líder de governo, vereador César Oliva (PSD), destacou que considera prematuro o pedido de CPI e reafirmou que o assunto deve ser aprofundado. “Faz parte da política de oposição, contudo acho um tanto quanto precipitado. O tema é complexo e carece de aprofundamento de entendimento e informações. Alinharemos com o governo sobre o tema”, comentou.

Getulinho disse que o diagnóstico é “nota de culpa, estarrecedora, da inviabilidade da construção do Pronto Cardio, pautando, ainda, a absurda inauguração contrariando decisão judicial, bem como sem qualquer amparo no que tange à segurança dos munícipes e funcionários, pois o prédio não tinha AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), faltando até mesmo ligação hidráulica, fora a ausência do laudo da Vigilância Sanitária’.

O vereador destacou ainda que, se as autoridades fiscalizatórias, como Ministério Público, não ingressarem com Ação de Improbidade Administrativa contra Auricchio, ele mesmo ingressará.

“Acredito que os vereadores serão unânimes na assinatura, uma vez que foram eleitos para isso, haja vista que o diagnóstico partiu do próprio governo que eles apoiam, para contestar a ação judicial que ingressei”, destacou Getulinho.

Para que a propositura seja lida em plenário são necessárias ao menos sete assinaturas e, para ir à votação, maioria simples, ou seja, 11.

 

O DIAGNÓSTICO

O Diário teve acesso, com exclusividade, às 22 páginas iniciais do diagnóstico. Além de série de irregularidades na execução do projeto, o documento afirma que a relação entre custo e benefício não recomenda a abertura do hospital. São Caetano oneraria os cofres públicos em R$ 42 milhões anuais, sem que haja demanda reprimida na cidade.

Sobre recursos para a construção do Pronto Cardio, a investigação põe sob suspeita o uso de R$ 5,1 milhões enviados via emenda pelo deputado estadual Thiago Auricchio (PL) e de R$ 5,2 milhões financiados pela Universidade Municipal de São Caetano. O ex-prefeito nega qualquer irregularidade e promete processar autores do laudo.

 

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Seção: São Caetano