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 Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP

Publicado em 16/02/2025 - 08:19 / Clipado em 16/02/2025 - 08:19

Governista quer entender situação do Pronto Cardio e oposição, CPI


Presidente da Câmara de São Caetano afirmou que aguarda relatório via oficial para discutir com vereadores e o governo Tite Campanella


Angelica Richter

 

O diagnóstico realizado pelo governo de São Caetano nos processos de licitação e construção do Pronto Cardio, apresentado pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), divulgado em matéria publicada ontem pelo Diário, pegou de surpresa tanto vereadores governistas como a oposição.

O líder de governo, vereador César Oliva (PSD), afirmou ao Diário que está se aprofundando sobre o conteúdo divulgado na matéria, para entender de forma ampla tudo que está acontecendo. Entretanto, o pessedista descarta pedir a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Investigação) na Câmara, para apurar os fatos.

“CPI? Fora de cogitação. Em primeiro lugar, (temos de) entender exatamente tudo que está acontecendo. Sequer tive acesso ao relatório que a Saúde fez. Entendo de forma legítima que o último governo buscou a evolução na nossa saúde, e entendo o atual governo em avaliar, na prática, a viabilidade do modelo”, destacou César Oliva.

Questionado, ele não retornou se havia solicitado ao governo o diagnóstico até o fechamento da matéria.

O relatório sobre o primeiro pronto-socorro cardiológico municipal do Grande ABC, assinado pela atual secretária de Saúde, Marisa Catalão de Carvalho Campozana, e pelo diretor de Saúde, Ricardo Carajeleascow, aponta série de problemas e conclui pela “inviabilidade do serviço”.

O governo gastou R$ 12 milhões no equipamento, que está fechado, apesar da cerimônia de entrega do hospital realizada por Auricchio em 14 de dezembro de 2024.

Além de série de irregularidades na execução do projeto, o documento afirma que a relação entre custo e benefício não recomenda a abertura do hospital, tendo em vista que oneraria os cofres públicos em R$ 42 milhões anuais em atendimentos de alta complexidade para as áreas cardiológica e neurológica, sem que haja demanda reprimida na cidade.

Segundo o documento, média histórica aferida com dados dos últimos cinco anos mostra que São Caetano precisa de 30 procedimentos car-diológicos por mês.

O presidente da Câmara, Dr. Seraphim (PL), afirmou que tomou conhecimento sobre o diagnóstico por meio da matéria do Diário, ontem. “Ainda não tive acesso ao relatório, só à matéria. Assim que eu receber via oficial, vamos analisar e discutir com os vereadores e com o governo (Tite Campanella-PL)”, destacou o presidente da Casa.

Questionado se já havia solicitado ou se iria pedir o diagnóstico à Prefeitura e disponibilizar aos vereadores, Dr. Seraphim afirmou que “deve receber da oposição e discutir com os pares”.

OPOSIÇÃO

Edison Parra (Podemos) considerou o diagnóstico como ‘muito forte e bastante sério’ por citar falta de demanda para o equipamento e de transparência no uso de dinheiro público, bem como desrespeito à decisão judicial e falha na execução da obra.

“Vou conversar com os colegas, mas entendo que se faz necessária uma CPI. Tendo em vista o que foi relatado na matéria, não tem como defender o Auricchio. Não é oportunismo, nem partidarismo, mas a CPI se justifica”, destacou.

 

https://www.dgabc.com.br/Noticia/4204189/governista-quer-entender-situacao-do-pronto-cardio-e-oposicao-cpi

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Seção: Política