Publicado em 30/01/2025 - 17:23 / Clipado em 30/01/2025 - 17:23
Coluna Cena Política - Revés
Redação
Empossados os prefeitos e vereadores eleitos ou reeleitos em outubro de 2024, o assunto nas rodas mais bem informadas da política local passa a ser, naturalmente, as futuras eleições gerais. Um tema que tem sido recorrente é se o Grande ABC, desta vez, vai ter capacidade de articulação e votos para eleger o seu primeiro senador. Como serão duas cadeiras em disputa – Mara Gabrilli (PSD) e Alexandre Luiz Giordano (MDB) encerram seus mandatos de oito anos –, as chances crescem. Por enquanto, a 21 meses do pleito de outubro de 2026, a discussão está restrita ao terreno das especulações. Entre os nomes sobre os quais se diz terem condições para a empreitada na região, encontram-se sempre o de um ex-prefeito de uma das sete cidades e o de um atual deputado federal. Mas tudo está muito incipiente ainda. A ver.
História
O Grande ABC nunca conseguiu fazer um senador federal em sua história. Todavia, José Luiz Fláquer (foto), paulista de Itu que fez carreira na medicina em São Bernardo, cidade onde morreu, aos 70 anos, em 1924, foi eleito senador estadual por dois mandatos (1910-1912 e 1919-1921). Na época, amparado pela primeira Constituição da República, proclamada em 1889, São Paulo foi um dos nove Estados brasileiros que organizaram o Poder Legislativo de forma bicameral, contando com a Assembleia e o Senado.
Revés
César Oliva (PSD), líder do governo Tite Campanella (PL) na Câmara de São Caetano, teve denegado o processo por danos morais que movia contra Bruna Biondi (Psol). O Judiciário anotou como “não procedente” a queixa do parlamentar. Tudo começou na legislatura passada, quando a socialista afirmou, em rede social, que o pessedista espalhava fake news sobre o aumento de 76% no salário do prefeito, vice e secretários. Oliva, favorável à majoração, justificou o voto, em junho de 2024, que o incremento também beneficiaria servidores concursados, fato contestado pela colega.
Reunião
Desenvolvimento Econômico, Assistência Social, Segurança e Mobilidade Urbana foram alguns dos assuntos debatidos por Tite Campanella (PL), prefeito de São Caetano, empresários e diretoria executiva da Aciscs, a associação comercial e industrial da cidade presidida por Sergio Ricardo Tannuri. A agenda ocorreu na tarde de ontem no Palácio da Cerâmica, sede da Prefeitura. O chefe do Executivo afirmou que estes encontros “serão constantes”.
Cinzas
Pelo nono ano consecutivo, o Grande ABC não vai ter desfile de escolas de samba no Carnaval, que neste ano será celebrado em todo o Brasil de 28 de fevereiro a 4 de março. Desde 2017, as administrações municipais cancelam reiteradamente a festa sob o argumento de que há necessidade de direcionar recursos públicos, escassos, a áreas consideradas prioritárias, como saúde e educação. Um dos atuais prefeitos, todavia, revelou à coluna que o motivo do boicote oficial à Folia de Momo é muito mais prosaico: o lobby das lideranças evangélicas.
Pé-quente
O prefeito de São Bernardo quase acertou o resultado do jogo entre o São Bernardo e o Santos, ontem. Durante o intervalo da partida, no Estádio 1º de Maio, quando o placar estava zerado, Marcelo Lima arriscou um palpite: 3 a 0 para o Tigre. Foi por pouco. Os anfitriões venceram o confronto por 3 a 1, de virada. O chefe do Executivo comemorou cada um dos gols efusivamente. “Pra ganhar da gente só chamando o Ney mesmo”, provocou o prefeito, fazendo referência a Neymar, craque que deve ser apresentado como reforço do Peixe nos próximos dias.
https://www.dgabc.com.br/Noticia/4199983/grande-abc-pretende-lancar-nome-a-senado
Veículo: Online -> Site -> Site Diário do Grande ABC - Santo André/SP
Seção: São Caetano