Publicado em 17/01/2025 - 20:38 / Clipado em 17/01/2025 - 20:38
'Mulher não cuida de circo': elas lutam para continuar legado de picadeiro mais antigo do Brasil
Circo Stankowich veio da Iugoslávia em 1870 e segue na mesma família há sete gerações. Agora, pela primeira vez, é administrado por uma mulher e se apresenta pelo interior de São Paulo com equipe 90% feminina
Por Mariana Gonzalez , em colaboração para Marie Claire — São Caetano do Sul (SP)
"Eu não gosto que me desafiem. Se alguém me diz: ‘Mulher não cuida de circo’, eu respondo: ‘Agora é que eu vou cuidar’.” Quando ouviu do tio que não poderia administrar um dos circos da família, que estava parado, Kamila Stankowich encarou a proibição como “uma alavanca”. Era início de 2023 e a lona do circo Stankowich estava parada há dois anos, em um terreno onde o mato já criava raiz e corroía as rodas dos trailers.
Ela sentiu “o peso da responsabilidade” – o nome do circo e seu sobrenome, afinal, não são idênticos por coincidência. Ela é a sétima geração da família de origem iugoslava que veio para o Brasil em 1870 e nunca se desfez do circo, que foi passando de geração em geração, até chegar a seu pai, Márcio Stankowich. Essa é a primeira vez em mais de 150 anos que o circo – ao que tudo indica, o mais antigo do Brasil – é administrado por uma mulher.
Veículo: Online -> Site -> Site Revista Marie Claire
Seção: Cultura