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Portal Folha de S. Paulo

Publicado em 07/01/2025 - 18:46 / Clipado em 07/01/2025 - 18:46

Imóveis de Curitiba foram os que mais encareceram em 2024; veja ranking das capitais


Diego Felix

 Índice que monitora preços do setor no país teve maior alta em 11 anos; Balneário Camboriú tem metro quadrado mais caro do Brasil

 

Os preços dos imóveis subiram 7,7% em 2024 e registraram a maior variação anual desde 2013, quando encareceram 13,7%. O cenário de alta demanda foi puxado principalmente pelo crescimento da economia brasileira e pelo aquecimento do mercado de trabalho, segundo dados do índice FipeZap, estudo feito pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em conjunto com o DataZap, hub imobiliário do grupo OLX.

Além disso, a elevação da taxa básica de juros tornou mais caro o financiamento imobiliário.

A alta dos preços foi sentida em praticamente todo o país, com as 22 capitais monitoradas apontando valorização de mais de 2%. Curitiba lidera as capitais, com um valor de venda 18% maior do que o registrado em 2023.

Em seguida estão Salvador (16,3%), João Pessoa (15,5%), Aracaju (13,7%), Belo Horizonte e Vitória (ambas com 12,5%).


DE GRÃO EM GRÃO

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O caso de Curitiba não é recente e evolui desde a pandemia. Dados do Registro de Imóveis do Brasil e da Fipe, mostram que, entre março de 2019 e fevereiro de 2020, cerca de 46 mil imóveis foram transacionados na capital paranaense, saltando para 58 mil imóveis entre junho de 2023 e maio de 2024, último dado disponível.

"Os bairros mais procurados nos portais do grupo OLX para venda são próximos ao centro histórico, ou seja, são bairros com mais infraestrutura urbana e oferta de serviços. Essas localidades já apresentam maior densidade demográfica e estão se valorizando mais do que regiões com maior oferta de terrenos", afirma Paula Reis, economista do DataZap.

A economista também explica que os segmentos de moradia popular e de médio padrão foram os principais responsáveis pela demanda de crédito no mercado imobiliário em 2024. Dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) mostram que a carteira de crédito cresceu 23% até novembro em todos os segmentos.

Tendência apontada nos últimos anos, os imóveis com um dormitório encareceram 8,7%. Na sequência, ficaram unidades com três (8%), dois (7,1%) e quatro ou mais dormitórios (6,2%).

No ano passado, o preço médio do metro quadrado calculado pelo FipeZap chegou a R$ 9.366. Casas com um dormitório se destacaram pelo preço médio de venda em R$ 11,1 mil o metro, enquanto imóveis com dois dormitórios ficaram com um valor menor, de R$ 8.387 o metro.

No geral, os preços do mercado imobiliário superaram a variação média dos preços da economia, medida pelo IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços-Mercado), que subiu 6,5% até novembro, e o IPCA-15, adotado como uma prévia para a inflação ao consumidor, com alta de 4,6% no período de 12 meses até dezembro.
Cidades mais caras do Brasil para comprar imóvel

Entre as capitais, Vitória fechou o ano com o valor médio do metro quadrado mais alto do país, a R$ 12,2 mil. Em seguida, estão o metro quadrado de Florianópolis (R$ 11,7 mil), São Paulo (R$ 11,3 mil), Curitiba (R$ 10,7 mil) e Rio de Janeiro (R$ 10,2 mil).

Balneário Camboriú (SC) segue no topo das cidades com o metro quadrado mais caro, avaliado em R$ 13,9 mil, em média. A vizinha Itapema (SC) ficou pouco atrás, com o metro custando R$ 13,7 mil e Vitória (ES) com R$ 12,2 mil.

Betim (MG), por outro lado, é o município com o menor valor por metro quadrado, com R$ 4.280, seguida pela gaúcha Pelotas (R$ 4.286), São Vicente (R$ 4.478) e Santa Maria R$ 4.814.

 

Ranking das capitais com maior alta nos preços de imóveis em 2024

    Curitiba (PR): + 18,00%
    Salvador (BA): + 16,38%
    João Pessoa (PB): + 15,54%
    Aracaju (SE): + 13,79%
    Belo Horizonte (MG): + 12,53%
    Vitória (ES): + 12,51%
    Fortaleza (CE): + 11,49%
    Goiânia (GO): + 11,49%
    Maceió (AL): + 10,50%
    Cuiabá (MT): + 10,31%
    Belém (PA): + 9,90%
    Florianópolis (SC): + 9,07%
    São Luís (MA): + 8,73%
    Natal (RN): + 8,51%
    Manaus (AM): + 8,45%
    Recife (PE): + 6,64%
    São Paulo (SP): + 6,56%
    Porto Alegre (RS): + 6,44%
    Campo Grande (MS): + 4,08%
    Brasília (DF): + 3,71%
    Rio de Janeiro (RJ): + 3,13%
    Teresina (PI): + 2,80%

 

Ranking das cidades mais caras em 2024 (preço médio por m²)

    Balneário Camboriú (SC): R$ 13.911/m²
    Itapema (SC): R$ 13.721/m²
    Vitória (ES): R$ 12.287/m²
    Itajaí (SC): R$ 11.857/m²
    Florianópolis (SC): R$ 11.766/m²
    São Paulo (SP): R$ 11.374/m²
    Barueri (SP): R$ 10.844/m²
    Curitiba (PR): R$ 10.703/m²
    Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.289/m²
    Belo Horizonte (MG): R$ 9.365/m²
    Brasília (DF): R$ 9.325/m²
    Maceió (AL): R$ 9.173/m²
    Vila Velha (ES): R$ 9.056/m²
    São Caetano do Sul (SP): R$ 8.545/m²
    São José dos Campos (SP): R$ 8.233/m²
    Recife (PE): R$ 8.089/m²
    Fortaleza (CE): R$ 8.031/m²
    São José (SC): R$ 7.956/m²
    Osasco (SP): R$ 7.933/m²
    Goiânia (GO): R$ 7.929/m²
    Joinville (SC): R$ 7.615/m²
    São Luís (MA): R$ 7.440/m²
    Belém (PA): R$ 7.405/m²
    Santos (SP): R$ 7.322/m²
    Santo André (SP): R$ 7.196/m²
    Niterói (RJ): R$ 7.132/m²
    Porto Alegre (RS): R$ 7.111/m²
    Manaus (AM): R$ 7.061/m²
    Blumenau (SC): R$ 7.008/m²
    João Pessoa (PB): R$ 6.890/m²
    Campinas (SP): R$ 6.888/m²
    Guarulhos (SP): R$ 6.816/m²
    Salvador (BA): R$ 6.766/m²
    São Bernardo do Campo (SP): R$ 6.511/m²
    Diadema (SP): R$ 6.467/m²
    Guarujá (SP): R$ 6.431/m²
    Praia Grande (SP): R$ 6.150/m²
    Cuiabá (MT): R$ 6.099/m²
    Campo Grande (MS): R$ 5.769/m²
    Caxias do Sul (RS): R$ 5.671/m²
    Teresina (PI): R$ 5.628/m²
    Natal (RN): R$ 5.613/m²
    Canoas (RS): R$ 5.578/m²
    Jaboatão dos Guararapes (PE): R$ 5.447/m²
    Contagem (MG): R$ 5.419/m²
    São José dos Pinhais (PR): R$ 5.353/m²
    São José do Rio Preto (SP): R$ 5.321/m²
    Aracaju (SE): R$ 5.163/m²
    Londrina (PR): R$ 5.115/m²
    São Leopoldo (RS): R$ 5.101/m²
    Novo Hamburgo (RS): R$ 5.043/m²
    Ribeirão Preto (SP): R$ 4.918/m²
    Santa Maria (RS): R$ 4.814/m²
    São Vicente (SP): R$ 4.478/m²
    Pelotas (RS): R$ 4.286/m²
    Betim (MG): R$ 4.280/m²

 

ALTA DA SELIC DEIXOU SONHO DA CASA PRÓPRIA MAIS CARO

A aceleração nas altas da Selic (taxa básica de juros) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em 2024 aumentou a pressão sobre um cenário já desfavorável para quem busca financiamento imobiliário.

Utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação, a Selic é uma bússola do mercado para estipular as taxas de juros de suas operações. Em dois dígitos, a nova taxa encarece e dificulta o crédito imobiliário pelos bancos em meio a uma alta demanda.

A elevação da taxa básica interfere no volume de recursos disponíveis na poupança para o crédito imobiliário, do qual é a principal fonte. Quando está alta, outros investimentos ficam mais atrativos e são feitos mais saques do que depósitos da caderneta, sobrando menos recursos para que os bancos emprestem dinheiro a compradores de imóveis.

Os compradores também enfrentam a redução do teto de financiamento pela Caixa Econômica Federal e menos recursos na linha Pró-Cotista em 2025 —modalidade de financiamento que tem juros menores para trabalhadores com contas vinculadas ao FGTS.

 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/01/imoveis-de-curitiba-foram-os-que-mais-encareceram-em-2024-veja-ranking-das-capitais.shtml

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Seção: São Caetano