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Publicado em 11/03/2025 - 16:43 / Clipado em 11/03/2025 - 16:43

Meu filho não come nada: como lidar com esse problema sem conflitos


Psicóloga explica como os pais podem transformar a hora das refeições em um momento mais leve e sem cobranças.

 

A cena se repete em muitos lares: crianças que recusam comida saudável, pais desesperados tentando convencê-las a comer e refeições que viram verdadeiras batalhas. Mas será que forçar a criança a se alimentar é realmente a melhor estratégia?

A psicóloga Yafit Laniado, especialista em relacionamento entre pais e filhos, acredita que não. Segundo ela, insistir, implorar ou ameaçar só aumenta a resistência da criança. “Respire fundo e aceite que você não pode obrigar seu filho a comer. O papel dos pais é oferecer a refeição, mas cabe à criança decidir se está com fome e quanto quer comer”, explica.

 

Por que as crianças recusam comida?

Assim como os adultos, os pequenos possuem um mecanismo natural de fome e saciedade. Se tentamos controlar esse processo, a criança pode usar a recusa alimentar como uma forma de negociar ou testar limites.

“A recusa pode virar uma estratégia para ‘dançar o tango’ com os pais, assumindo o controle da situação”, exemplifica Yafit. Isso significa que, ao insistir demais, os pais reforçam o comportamento de resistência da criança, tornando a refeição um campo de disputa.

 

Como lidar com a recusa de alimentos?

A melhor abordagem, segundo a especialista, é confiar que a criança conhece seu próprio corpo e suas necessidades. Algumas estratégias podem ajudar:

• Ofereça alimentos saudáveis em todas as refeições, sem fazer pressão para que sejam consumidos.

• Evite transformar a recusa alimentar em um grande evento, mantendo a tranquilidade mesmo quando a criança não quiser comer.

• Estabeleça limites claros: se ela não quiser a refeição no horário, pode comer depois, mas apenas opções nutritivas – sem recorrer a guloseimas ou lanches fora de hora.

• Dê autonomia: permita que a criança sinta fome e entenda que a cozinha não está aberta 24h para atender vontades repentinas.

 

Comida não deve ser moeda de troca

Pais que oferecem doces ou recompensas para incentivar a alimentação acabam associando a comida a um prêmio, o que pode levar a problemas alimentares no futuro.

“O ideal é manter uma relação natural e saudável com a alimentação. A criança precisa entender que comer é uma necessidade do corpo, e não uma ferramenta para barganha ou controle emocional”, conclui Yafit.

Com paciência e limites bem definidos, a hora das refeições pode deixar de ser uma batalha e se tornar um momento de conexão e aprendizado.

 

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