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 Site Visão Oeste

Publicado em 16/10/2025 - 15:48 / Clipado em 16/10/2025 - 15:48

Golpe do falso pai de santo: operação em Cotia e Itapevi desarticula quadrilha que extorquiu R$ 180 mil de vítima


Uma grande operação policial que investiga o “Golpe do Falso Pai de Santo” teve desdobramentos em Cotia e Itapevi nesta quinta-feira (16), onde a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca contra uma quadrilha acusada de extorquir mais de R$ 180 mil de uma única vítima. A ação, batizada de Operação Falsa Fé e coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, resultou na prisão de oito pessoas, incluindo o suposto “pai de santo” líder do esquema, em uma ofensiva interestadual.

De acordo com a Polícia Civil gaúcha, a operação mobilizou 120 agentes nos dois estados para cumprir 18 mandados de busca e sete de prisão em cidades paulistas, incluindo a capital, Jacareí, além de Cotia e Itapevi. Além das prisões, foi apreendido um veículo, celulares e diversas contas bancárias dos investigados foram bloqueadas.
 

A trama de manipulação e extorsão

A investigação teve início após uma mulher procurar a 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (RS) relatando um pesadelo de manipulação e extorsão. Fragilizada pelo término de um relacionamento, ela encontrou um anúncio de uma suposta “Mãe de Santo” nas redes sociais que prometia “trazer o amor de volta”.

O que começou com um pagamento de R$ 300 por uma “amarração” rapidamente se transformou em uma espiral de exigências financeiras. De acordo com a polícia, os criminosos alegavam que “entidades” pediam novos rituais, como “casamento de almas” e a compra de um “bode preto”, garantindo que os valores seriam devolvidos, o que nunca acontecia.

Quando a vítima hesitava, um segundo golpista, que se passava por “Pai de Santo”, entrava em cena com ameaças, afirmando que ela sofreria consequências espirituais e que seus dados pessoais seriam expostos ao ex-companheiro. Pressionada, a vítima realizou dezenas de transferências que, ao longo de um mês, somaram mais de R$ 180 mil.

Segundo a Delegada Luciane Bertoletti, a investigação revelou que o grupo atuava de forma organizada, usando perfis falsos para atrair pessoas em momentos de vulnerabilidade emocional. O Diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Canoas, Delegado Cristiano Reschke, alertou que os criminosos usam técnicas de persuasão para criar uma dependência emocional e, quando a vítima tenta recuar, “passam a ameaçar e extorquir, começando uma segunda fase ainda mais danosa”.

 

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