Publicado em 20/08/2026 - 10:28 / Clipado em 24/08/2026 - 10:28
Ativista social quer levar aulas de “Defesa Pessoal” para escolas do estado
A ativista social Maira Bandeira pretende incluir aulas de “Defesa Pessoal” no currículo escolar das escolas estaduais do estado, caso conquiste uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo nas eleições de outubro. “Meu desejo é ampliar para todo o território paulista o trabalho que realizamos no Instituto Maira Bandeira, que já acontece em alguns pontos da capital e em algumas cidades de outros estados do país, como Santa Catarina”, afirma a empresária e faixa preta de Jiu-Jitsu.
No instituto e nas unidades que tem espalhadas pelo Brasil, crianças e mulheres são ensinadas a se proteger de agressões físicas e sexuais, além de receber apoio psicológico e jurídico de especialistas, quando necessário. “O principal é a prevenção, evitar que o pior aconteça. Mas, caso ocorra, também temos como garantir por meio de uma rede de apoio, formada por diversos especialistas, toda ajuda necessária para enfrentar essa situação”, conta a candidata a deputada estadual.
Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 59.887 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2025. No mesmo período, o estado de São Paulo registrou o maior número de casos de feminicídio para um ano, com 270 ocorrências – ou seja, uma mulher assassinada a cada 32 horas simplesmente pelo fato de serem mulheres. “Infelizmente, enquanto os registros caem pelo país, em São Paulo não para de crescer”, diz Maira.
A ideia de criar o Instituto Maira Bandeira surgiu das difíceis experiências vividas pela própria candidata. “Além de ter sido vítima de abuso sexual aos cinco anos de idade, já adulta também enfrentei uma relação conjugal extremamente tóxica. É importante desde cedo que crianças e mulheres aprendam a se defender de violências sexuais, físicas e psicológicas. O governo pode e tem o dever de criar mecanismos para combater esse tipo de crime. Não podemos mais tolerar que casos assim se repitam e se multipliquem”, conclui.
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