Publicado em 13/04/2026 - 09:52 / Clipado em 14/04/2026 - 09:52
Medicamento para câncer de ovário e útero tem resultados promissores, diz farmacêutica
Dados são do estudo de fase 1 do fármaco experimental Mo-Rez
Por O GLOBO — Rio de Janeiro
Um novo estudo clínico global, que está na primeira fase, realizado pela farmacêutica GSK mostrou resultados positivos para um medicamento que combate o câncer de ovário e o de útero. O fármaco experimental, chamado Mo-Rez, reduziu os tumores em 62% das pacientes com câncer de ovário resistente à platina (PROC) e 67% daquelas com câncer de endométrio recorrente ou avançado (EC), ambos considerados de díficil tratamento.
Além disso, os dados apontam que mesmo em doses mais elevadas do medicamento, poucos pacientes precisaram interromper o tratamento devido a eventos adversos relacionados ao tratamento. Sendo a náusea o sintoma mais comum.
O estudo BEHOLD-1 contou com 224 pacientes diagnosticadas com esses dois tipos de câncer e foi dividido em duas partes, teve seus dados apresentados na Reunião Anual da Sociedade de Oncologia Ginecológica (SGO) sobre Câncer Feminino em Porto Rico.
Em sua fórmula, o Mo-Rez contém um anticorpo monoclonal anti-B7-H4, que ajuda o corpo a detectar células de tumores que se escondem, a uma quimioterapia. Ele é administrado por transfusão intravenosa (ou seja, por meio das veias) a cada três semanas. A tecnologia do medicamento, criada pela chinesa Hansoh Pharma, foi adquirida pela GSK no final de 2023.
Para as próximas etapas, incluindo a terceira fase (final), será estudada a dose de 5,8 mg/kg.
“O tratamento de cânceres ginecológicos continua sendo um grande desafio, com uma necessidade urgente de novas terapias que ofereçam taxas de resposta aprimoradas. Com o Mo-Rez, agora temos evidências convincentes de um perfil clínico promissor, com taxas de resposta que apoiam a aceleração do desenvolvimento para cinco estudos globais pivotais de fase III ainda este ano, abrangendo cânceres de ovário e endométrio, incluindo tratamentos em linhas de terapia mais precoces”, afirma Hesham Abdullah, vice-presidente sênior e chefe global de oncologia da GSK, em comunicado.
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