Publicado em 16/03/2026 - 10:30 / Clipado em 17/03/2026 - 10:30
Transformação digital na medicina reduz desigualdades e melhora o acesso à saúde
By Eugênio Bezerra
O campo da medicina jamais será o mesmo do que já foi um dia nestes tempos de alta tecnologia e da descoberta de novas terapias, tratamentos e medicamentos a todo momento mais eficazes. Pois bem, os impactos da transformação digital na medicina são o tema central do livro Saúde 4.0, que reúne mais de 70 autores, entre pesquisadores, gestores e profissionais de saúde, num trabalho de esforço verdadeiramente coletivo. “Um dos legados positivos da grande tragédia que foi a pandemia de covid foi justamente a transformação digital”, afirma o professor Giovanni Guido Cerri, da Faculdade de Medicina da USP e presidente do InovaHC, Núcleo de Inovação Tecnológica do Hospital das Clínicas. “Nós tivemos oportunidade de introduzir novas tecnologias pela necessidade que os profissionais de saúde tinham de se comunicar com os pacientes e daí houve a lei que regulamentou a telemedicina, mas a transformação digital vai muito além da teleconsulta”, arremata ele, com isso querendo dizer que ela implica a introdução de diversas inovações tecnológicas, “que mudam em grande parte a assistência da saúde no Brasil e no mundo”.
Ainda segundo Cerri, o Brasil, por ser um país de dimensões continentais, é muito favorecido por essa transformação, “porque passa a incluir regiões remotas, que tinham difícil acesso aos profissionais de saúde, e também ajuda a reduzir as desigualdades regionais, porque áreas que não tinham especialistas passam a ter acesso a especialistas de forma remota. E o impacto de tecnologias como a inteligência artificial aumenta a eficiência do sistema, reduzindo o custo da saúde, ou seja, para o Brasil, eu diria que a transformação digital reduz a desigualdade, melhora o acesso e pode impactar também numa redução de custos”.
O projeto de saúde digital desenvolvido para o Hospital das Clínicas, por meio do InovaHC, teve uma abrangência nacional e hoje está sendo implantado no Estado de São Paulo, em parceria com o governo do Estado e a Secretaria de Estado da Saúde. Um exemplo é um programa que está em desenvolvimento e que prevê o atendimento à população carcerária, “mostrando como a saúde digital é inclusiva, visa atender as populações que não são adequadamente assistidas”.
Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/transformacao-digital-na-medicina-reduz-desigualdades-e-melhora-o-acesso-a-saude/
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