Publicado em 06/09/2026 - 10:39 / Clipado em 14/09/2026 - 10:39
Estado do Rio acumula obras paradas e projetos que nunca avançaram
Interrupções e atrasos ampliam custos para governo e população
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Desde 2009, a Linha 2 precisa compartilhar a infraestrutura da Linha 1 entre as estações Estácio e BotafogoArquivo / Agência Brasil
O Rio de Janeiro acumula, há décadas, projetos de infraestrutura estudados, anunciados e, em alguns casos, custeados com recursos públicos, mas que nunca saíram do papel. Muitos são considerados essenciais para melhorar a rotina de milhares de pessoas que se deslocam diariamente e importantes para a economia do estado. O Dia ouviu especialistas para entender os impactos da não implementação das propostas.
No fim de agosto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontou 15 projetos prioritários para ampliar o metrô, o VLT e o BRT no Rio, na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana.
Entre eles, estão a extensão da Linha 2, do Estácio à Praça XV; a Linha 3 até São Gonçalo; uma nova ligação entre as estações Uruguai e Del Castilho; além de um VLT de Botafogo ao Leblon. Para que todas as propostas fossem concretizadas, seriam necessários pelo menos R$ 68 bilhões.
Apesar de novos estudos e propostas continuarem a ser anunciados, outros permanecem parados há anos, sem previsão de conclusão. Esses projetos congelados geram inúmeras perdas para a população, afirma Rômulo Orrico, professor do Programa de Engenharia de Transportes da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"Se a Linha 3 fosse de fato implementada, por exemplo, haveria vários tipos de ganhos. Os usuários passariam a ganhar mais tempo e teriam um custo naturalmente mais baixo. Eles também teriam mais acesso a outras atividades de comércio e serviços, poderiam encontrar amigos e realizar outras atividades com mais facilidade", afirma o professor.
"Você também tem os próprios empregadores, que teriam pessoas trabalhando e consumindo em uma situação mais confortável. E há uma coisa curiosa: aqueles que usam automóvel também teriam vantagem, porque as ruas ficariam menos congestionadas", destaca Orrico.
A planejadora financeira e economista Isabel Abreu ressalta que apenas o anúncio da obra já deixa marcas na economia.
Veículo: Online -> Portal -> Portal O Dia - Rio de Janeiro/ RJ