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Publicado em 27/04/2026 - 11:47 / Clipado em 28/04/2026 - 11:47

Operário morto em montagem de palco expõe falhas e falta de registro da empresa no Crea


Por Redação Povo na Rua

 

O operário morto em montagem de palco expõe falhas e falta de registro da empresa no Crea após a constatação de irregularidades na execução do serviço. O caso ocorreu durante a montagem de uma estrutura para um evento na Zona Sul do Rio de Janeiro e está sendo investigado pelas autoridades.

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, a empresa responsável pelo serviço não possui registro para atuar em atividades de engenharia nem profissional habilitado como responsável técnico, o que motivou a decisão de autuação e multa.

A vítima foi identificada como Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, funcionário da empresa. Ele morreu após um acidente durante a execução do trabalho, que envolvia um sistema de elevação na estrutura do palco montado na Praia de Copacabana.

Segundo o Crea-RJ, fiscais já vinham acompanhando a montagem desde o início de abril e retornaram ao local após o acidente para apurar as circunstâncias. O órgão informou que também solicitou informações à produtora do evento, a Bônus Track, mas ainda não recebeu todos os dados requisitados.

O superintendente técnico do Conselho, Leonardo Dutra, destacou a importância da regularização profissional em atividades desse tipo. “A atividade técnica é, por natureza, uma atividade de risco, e somente com profissionais e empresas legalmente habilitados é possível mitigar esses riscos”, afirmou.

O Crea-RJ também pediu à produtora a lista completa das empresas e profissionais envolvidos nos serviços técnicos do evento, incluindo dados contratuais e comprovação de vínculo. O prazo para resposta é de quatro dias.

Com base nas informações levantadas, caberá à Polícia Civil avaliar possíveis medidas adicionais, como o embargo das atividades da empresa no evento programado para os próximos dias.

O caso está sendo investigado pela 12ª DP (Copacabana) como lesão corporal culposa decorrente de acidente de trabalho. A montagem do palco foi interrompida após o ocorrido.

O trabalhador sofreu esmagamento das pernas durante a operação com o equipamento de elevação. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.

A empresa responsável ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, que segue sob apuração das autoridades competentes.

 

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