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Publicado em 16/01/2026 - 12:11 / Clipado em 16/01/2026 - 12:11

Em meio à reabertura de Shopping Tijuca, da Allos, Deputado recomenda a criação de CPI na Alerj para a investigação das causas do incêndio


Shopping reabre hoje (sexta-feira, 16 de janeiro). Administradora Allos não respondeu aos questionamentos com foco em ESG de Plurale

 

POR FELIPE ARARIPE, REPÓRTER ESPECIAL DE PLURALE

 

O incêndio ocorrido no dia 2 de janeiro no Shopping Tijuca, administrado pela Allos, maior administradora de shoppings do país, ainda levanta questionamentos sobre a gestão do empreendimento e de outros ativos da empresa. O fogo teve início no subsolo de uma loja localizada no interior do shopping e resultou na morte de dois brigadistas que atuavam no combate às chamas: o supervisor de brigada Anderson Aguiar do Prado e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes.

Após o incidente, o shopping foi fechado, mas a reabertura já está marcada para hoje, dia 16 de janeiro. Porém, em meio à essa reabertura, a investigação segue sendo feita pela Polícia Civil, para apurar todos os fatos e a dinâmica sobre o ocorrido. A administração do shopping informou que "as 7 mil pessoas que estavam no local foram retiradas em segurança", mas imagens obtidas pela imprensa exibem que até uma hora após o incêndio clientes ainda estavam no shopping e o estacionamento estava aberto para a entrada de novos veículos. A polícia civil informou que está averiguando se houve algum problema no protocolo de evacuação do shopping.

O caso ganhou repercussão política, na segunda-feira (12), o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) apresentou, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), um projeto de resolução para a criação de uma CPI destinada a investigar as causas, responsabilidades, omissões e possíveis irregularidades relacionadas ao incêndio no shopping administrado pela Allos. A Plurale solicitou posicionamento da empresa sobre a eventual abertura da CPI, que poderá apurar a sua gestão no Shopping Tijuca, mas a Allos se recusou a responder à pergunta, informando que após o incêndio, a companhia se posicionou por meio de um fato relevante, no qual não há informação sobre a pergunta realizada por Plurale.

Informações divulgadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) apontam que este não foi o único episódio recente envolvendo fogo no shopping da Allos. De acordo com o órgão, houve um princípio de incêndio no mesmo shopping em dezembro de 2024, cerca de um ano antes do ocorrido mais recente. O registro indica que o novo incêndio não foi um caso isolado.

Diante desse histórico, a Plurale questionou a Allos, que administra 55 shoppings em todo o país, sendo 11 no estado do Rio de Janeiro, sobre a possibilidade de revisão ou reforço das medidas de prevenção e combate a incêndios em seus empreendimentos, considerando a dimensão da operação da empresa. A Plurale solicitou posicionamento da Allos com o intuito de saber se haverá uma revisão ou reforço dessas medidas em toda a sua operação de dezenas de shoppings, como o Shopping Tijuca, mas a Allos se recusou a responder à pergunta, informando que após o incêndio, a companhia se posicionou por meio de um fato relevante, no qual não há informação sobre a pergunta feita por Plurale.

E-mails indicam que os dois funcionários que morreram no incêndio haviam denunciado previamente a ausência de condições técnicas adequadas e o descumprimento de boas práticas de prevenção a incêndios na loja onde o incêndio começou. Segundo os relatos, tentativas de contato com o estabelecimento teriam sido feitas, sem retorno. Testemunhas presentes no local também relataram falhas nos mecanismos de controle, que não teriam operado de forma adequada no momento do incidente.O supervisor da loja que o incêndio iniciou falou no depoimento para a polícia que o hidrante dentro da Bell’ Art estava sem água.

Diante dessas informações, a Plurale voltou a questionar a Allos sobre a revisão de suas políticas de governança e gestão em toda a rede administrada, com o objetivo de garantir o cumprimento de protocolos, metas e boas práticas de segurança nas lojas instaladas em seus shoppings, mas a Allos se recusou a responder à pergunta, informando que após o incêndio, a companhia se posicionou por meio de um Fato Relevante, no qual não há informação sobre a pergunta realizada por Plurale.

 

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