Publicado em 29/12/2025 - 10:26 / Clipado em 29/12/2025 - 10:26
Presidente do CREA-RJ propõe maior integração entre o estado e municípios para prevenção contra chuvas de verão
O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, defende maior integração entre estado e municípios para prevenir enchentes e deslizamentos causados pelas chuvas de verão, com foco em drenagem, geotecnia e planejamento urbano.
O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, defende uma atuação mais integrada entre os governos estadual e municipais para reduzir os impactos das chuvas intensas de verão no Rio de Janeiro. Para ele, a prevenção passa por planejamento conjunto, obras estruturantes e uma visão regional do território.
“A gente já sabe da realidade das chuvas intensas que acontecem historicamente aqui no Estado do Rio de Janeiro. A gente precisa ter estratégias que integrem inclusive os municípios e o governo do estado, pensando em obras de drenagem e de geotécnica”, afirmou Miguel Fernández. Segundo ele, o estado precisa estruturar um órgão com visão ampliada, capaz de considerar as regiões hidrográficas como base das estratégias de combate às enchentes.
O presidente do CREA-RJ ressaltou a importância de investimentos contínuos em infraestrutura, com maior participação da engenharia pública. “Esse tema da drenagem hoje está em alta e é um dos grandes pontos apresentados como infraestrutura para saneamento. A nova etapa do Programa de Aceleração do Crescimento tem que sair do papel e virar realidade, mas o principal é integrar o que é feito pelos diversos atores”, disse, destacando que “as estruturas não são independentes, estão todas interligadas”.
Ao falar de soluções urbanas, Fernández citou exemplos simples que podem fazer diferença no planejamento. “Quando você urbaniza uma praça, poderia pensar em fazê-la abaixo do nível da rua, para contribuir com a drenagem. Em vez de lavar a via, a água fica retida na praça durante a chuva, funcionando como uma espécie de piscinão”, explicou.
Sobre os riscos de deslizamentos em encostas, o engenheiro classificou o problema como recorrente. “Infelizmente, é uma tragédia anunciada do verão”, disse, ao mencionar a ocupação de áreas de risco e a falta de políticas habitacionais adequadas. Para ele, é necessário inverter a lógica: primeiro construir moradias seguras e acessíveis, depois retirar famílias de áreas vulneráveis. “A engenharia tem que chegar antes”, afirmou.
Balanço de gestão
No balanço do segundo ano à frente do conselho, Miguel Fernández citou a modernização da plataforma digital do CREA-RJ, que estava defasada havia mais de 15 anos, e a realização do CREA AQUI, evento que reuniu cerca de 4.500 pessoas na Marina da Glória, em junho. “O objetivo tem sido resgatar uma instituição de 91 anos que representa mais de 100 mil profissionais e mais de 20 mil empresas”, afirmou.
Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia também foram destacados. Segundo o censo, 90% dos profissionais registrados no CREA-RJ estão empregados. “Para o engenheiro com registro em dia, a chance de ficar desempregado é muito baixa”, observou.
Engenharia e inteligência artificial
Sobre os impactos da Inteligência Artificial no mercado de trabalho, Fernández defendeu o uso da tecnologia
como ferramenta. “O profissional criativo não será substituído. A IA amplia eficiência e capacidade de entrega. Nunca fez tanto sentido a ideia de que imaginação é mais importante que o conhecimento”, disse.
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