Publicado em 06/10/2023 - 10:05 / Clipado em 11/10/2023 - 10:05
Estudado por centenas de brasileiros, alfabeto “Hangul” é comemorado oficialmente na segunda-feira, dia 9
Na sede do CCCB mais de 500 alunos estudam o alfabeto coreano “Hangul”, por ano
Na sede do Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), que fica em São Paulo, mais de 500 alunos estudam o alfabeto coreano “Hangul”, por ano. Criado no século XV durante a Dinastia Joseon da Coreia pelo Rei Sejong, ele é tão importante para a cultura do país, que todo dia 9 de outubro se comemora o “Dia do Hangul”, considerado um dos principais feriados nacionais.
“Apesar de ter sofrido invasões constantes de países vizinhos, a Coreia do Sul conseguiu proteger seu sistema de escrita único. Portanto, o amor pelo Hangul é acompanhado por um grande orgulho, pois é um símbolo da capacidade de preservação da língua e cultura coreanas”, afirma o diretor do CCCB, Cheul Hong Kim.
Ele explica que os alfabetos asiáticos normalmente são feitos através de símbolos, mas o Hangul é diferente. Com 14 consoantes e 10 vogais, é possível se expressar e formar diversas pronunciações através dele. De acordo com o diretor, isso torna o aprendizado do Hangul mais fácil, inclusive entre os alunos brasileiros.
“Assim como o português, o Hangul combina consoantes e vogais para formar palavras. Além disso, a pronúncia é quase idêntica à escrita, tornando-o um sistema de escrita fácil de ler e escrever”, afirma Kim. Sobre o que leva os brasileiros a estudar o Hangul, ele diz que “muitos alunos desejam aprender coreano para poderem assistir a k-dramas com mais facilidade”.
História - Durante a Dinastia Joseon, no século XV, a escrita predominante na Coreia era o Hanja, que consistia em caracteres chineses. Entretanto, o Hanja era difícil de aprender e, portanto, acessível apenas para uma pequena elite que era alfabetizada. A maior parte da população coreana não conseguia ler e escrever.
Preocupado com o acesso à educação e à informação para o povo coreano, o rei Sejong ordenou a criação de um sistema de escrita mais simples e científico, que pudesse ser aprendido facilmente por todos. Junto com seus estudiosos, ele desenvolveu o Hangul, o alfabeto coreano, que foi introduzido oficialmente por meio do documento “Hunminjeongeum” (훈민정음) em 1443.
Hunminjeongeum é traduzido como "Os Sons Corretos para a Instrução do Povo." O Hangul é tão fácil que o Hunminjeongeum diz: "aqueles que são tolos aprendem em uma semana, enquanto os inteligentes aprendem em meio dia."
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