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Site Rádio CBN - Santos/SP

Publicado em 26/02/2026 - 12:04 / Clipado em 26/02/2026 - 12:04

Vereadores de Santos aprovam criação de mercado com descontos de até 50% para famílias carentes


Iniciativa voltada para inscritos no CadÚnico foca em alimentos saudáveis e proíbe venda de ultraprocessados

 

A Câmara de Santos deu sinal verde, nesta terça-feira (24), para uma proposta que pode mudar a mesa de muita gente na cidade. O projeto de lei, que agora depende apenas da assinatura do prefeito Rogério Santos para começar a valer, quer criar o chamado "Armazém Solidário". A ideia é simples e direta: montar um mercado social onde os moradores mais pobres possam comprar comida e produtos de limpeza por um valor muito menor do que o cobrado nos supermercados comuns. A expectativa é que os preços fiquem entre 30% e 50% mais baratos, o que ajudaria muito no orçamento de quem está sofrendo com a subida dos preços nos últimos meses.

De acordo com os dados mais recentes do Cadastro Único, Santos tem hoje quase 73 mil pessoas vivendo em famílias de baixa renda, o que representa cerca de 17% de toda a população. Para esse público, o novo mercado funcionaria como um alívio imediato no bolso. O projeto, criado pelo vereador Chita Menezes, prevê que a prefeitura possa fazer parcerias com empresas particulares, ONGs e até aceitar a ajuda de voluntários para manter o local funcionando. Se o prefeito sancionar a lei, o próximo passo será definir em qual bairro o armazém será montado e como será a estrutura de atendimento.

Um ponto que chama a atenção no projeto aprovado é a preocupação com o que será colocado nas prateleiras. O Armazém Solidário não quer apenas vender barato, mas também quer que o santista coma melhor. Por isso, o texto da lei deixa claro que o foco será em alimentos naturais, como frutas, legumes e itens orgânicos. Estão proibidos de entrar no mercado produtos como refrigerantes, bebidas alcoólicas e aquelas comidas de pacote que fazem mal à saúde, conhecidas como ultraprocessados. A ideia é aproveitar o espaço para incentivar novos hábitos na comunidade.

Além das vendas com desconto, o local deve ter um cantinho especial para o Banco de Alimentos. Nesse setor, alguns produtos poderão ser entregues até de graça para os clientes, com um limite de uma unidade por pessoa, para garantir que todo mundo consiga levar algo para casa. O funcionamento desse sistema de doações e vendas será controlado pelo órgão municipal que ficará responsável pelo armazém, que também vai decidir quantas vezes por mês cada família poderá fazer suas compras para evitar que os produtos acabem rápido demais.

 

Modelo de sucesso em outras cidades

Santos não é a primeira a pensar nesse tipo de mercado social. Cidades como São Paulo, Franca e Suzano já usam modelos parecidos para ajudar quem mais precisa. O autor da proposta em Santos explicou que o objetivo não é brigar com os mercadinhos de bairro que já existem e geram empregos. Segundo ele, o Armazém Solidário vem para somar e oferecer uma alternativa para quem, hoje, não consegue nem o básico para se alimentar com dignidade. O projeto agora segue para a mesa do prefeito e a população aguarda ansiosa para saber quando as portas do novo mercado serão abertas.

O custeio de tudo isso virá do próprio orçamento da prefeitura, que poderá separar uma verba específica para manter o estoque sempre cheio. A colaboração da iniciativa privada também será fundamental, já que muitas empresas podem doar alimentos que estão perto do vencimento, mas ainda bons para o consumo, ou oferecer produtos a preço de custo. Depois que o prefeito der o "ok" final, a prefeitura terá um prazo para regulamentar todos os detalhes operacionais e anunciar o local oficial de funcionamento.

 

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