Publicado em 12/02/2026 - 12:47 / Clipado em 13/02/2026 - 12:47
Prefeitura toca 1,7 mil obras simultâneas e se aproxima de 10 mil concluídas
Capital inicia o ano de 2026 com frentes de infraestrutura, mobilidade, drenagem e habitação em todas as regiões; orçamento recorde é de R$ 14 bilhões
São Paulo iniciou 2026 com 1.748 obras em execução simultânea espalhadas por todas as regiões da cidade, em um dos maiores volumes de intervenções urbanas já registrados no município. As frentes de trabalho envolvem desde grandes corredores de mobilidade até sistemas de drenagem, habitação popular, requalificação de áreas públicas e implantação de equipamentos de atendimento à população.
O conjunto de projetos é sustentado por um orçamento de R$ 14 bilhões destinado ao urbanismo neste ano, montante 43,4% superior ao aplicado no exercício anterior e que representa 10,2% de todo o orçamento municipal. Os recursos financiam obras estruturais e ações de menor porte ligadas à manutenção e melhoria da malha urbana.
Desde 2021, quase 10 mil intervenções já foram concluídas, incluindo reurbanizações, reformas, novas conexões viárias, equipamentos públicos e serviços de zeladoria. Segundo os dados consolidados, os impactos se concentram em mobilidade, prevenção de alagamentos, moradia, recuperação de espaços coletivos e ampliação da rede de serviços essenciais.
Entre os principais projetos em andamento está o BRT Radial Leste, corredor com quase 10 quilômetros de extensão e integração com o sistema metroferroviário. Também avança a ligação viária entre Pirituba e Lapa, que inclui novas pontes sobre o Rio Tietê e tem estimativa de reduzir em até 36 minutos o deslocamento entre terminais, com potencial de atendimento a cerca de 78 mil passageiros por dia. No extremo sul, a conexão Graúna-Gaivotas busca melhorar a circulação em uma área que concentra aproximadamente 1 milhão de moradores. Já na zona sudoeste, segue o prolongamento da Avenida Chucri Zaidan, com a implantação do Túnel Cecília Lottenberg para ligação com a Avenida João Dias.
A agenda de obras inclui ainda intervenções voltadas à drenagem e adaptação climática. No Campo Limpo, está em construção o Reservatório Morro do S, projetado para reduzir pontos de inundação. Na Zona Leste, avançam o Reservatório Lapenna e a canalização do Córrego Rodeio, com foco na proteção de bairros de São Miguel Paulista e Cidade Tiradentes. As estruturas devem beneficiar diretamente cerca de 24 mil moradores e têm conclusão prevista para o primeiro semestre de 2026.
Na política habitacional, os empreendimentos combinam moradia e infraestrutura urbana. No conjunto Novo Brasil, na região da Capela do Socorro, estão previstas 2.711 unidades habitacionais. Parte delas, 557 moradias, deve ser entregue neste início de ano, enquanto as demais etapas seguem até 2027. O projeto inclui também equipamentos públicos como unidade básica de saúde, centros de educação infantil, armazém solidário e um centro educacional unificado.
O programa habitacional Pode Entrar prevê a disponibilização de mais de 7 mil unidades a partir de março, distribuídas em diferentes bairros, incluindo Mooca, Perus e a área do Reserva Raposo. O pacote soma investimentos superiores a R$ 1,5 bilhão.
Projetos de requalificação urbana também estão em curso em áreas de maior vulnerabilidade. No Parque das Flores, em São Rafael, as obras atingiram cerca de 80% de execução e envolvem saneamento, pavimentação e canalização de cursos d’água, com atendimento estimado a mais de 5,2 mil famílias e cronograma de conclusão por etapas até 2028.
Com centenas de canteiros ativos ao mesmo tempo, o mapa de obras da capital indica expansão e renovação de infraestrutura em múltiplas frentes, com intervenções de diferentes escalas distribuídas pelo território urbano.
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