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 Portal G1

Publicado em 04/12/2025 - 13:48 / Clipado em 04/12/2025 - 13:48

Advogados veem potencial de 'Lava Jato 2.0' no caso Master, e respiram aliviados com caso no STF


Para advogados e investigadores, decisão do ministro de puxar inquérito para o STF dá fôlego a investigados; conexões políticas tornam caso um 'combo explosivo'.

 

A reação das defesas no caso do Banco Master é o melhor termômetro do impacto da decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou que todas as investigações sobre o tema devem passar pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores, o clima mudou radicalmente. Se antes, com a prisão da cúpula do banco, Brasília estava sem dormir, agora os envolvidos não apenas respiram aliviados, como estão festejando.

A avaliação é de que a decisão de Toffoli faz com que eles ganhem tempo.

O alívio se explica pelo potencial destrutivo do caso. Segundo investigadores e atores políticos ouvidos pelo blog, as conexões da cúpula do Banco Master formam um combo explosivo que preocupa integrantes da política e do próprio Judiciário.

Para advogados que acompanham o caso e conhecem essas conexões, a investigação - se evoluir - tem potencial para se tornar uma eventual "Lava Jato 2.0". Por isso, a decisão de Toffoli de centralizar o inquérito no STF foi recebida com comemoração neste primeiro momento. Pois avaliam que tira pressão do caso por ora e esfria eventuais movimentos de colaborações de envolvidos.

A origem da decisão é a Reclamação 88.121 feita pelas defesas dos diretores do banco. Eles queriam interromper as investigações enquanto fosse decidida a esfera da Justiça responsável pelo caso.

Toffoli não atendeu a esse pedido e optou por determinar que, enquanto o tema não for avaliado, toda ação policial que precisar de autorização judicial deve ser solicitada a ele.

O ministro também decretou sigilo sobre todo o processo. Antes da decisão desta quarta, Toffoli havia decretado sigilo sobre o pedido da defesa de Vorcaro.

A equipe de advogados do executivo acionou o Supremo alegando que a Justiça Federal, que ordenou a prisão do banqueiro, não é a instância (grau do Judiciário) competente para cuidar do caso.

Vorcaro e outros 4 dirigentes do Banco Master ficaram presos por 11 dias e conseguiram a revogação da prisão preventiva no TRF-1, na semana passada. Eles deixaram a prisão e estão usando tornozeleira eletrônica.

 

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