Publicado em 05/11/2025 - 12:20 / Clipado em 06/11/2025 - 12:20
Inovar para Alimentar: Cidades Inteligentes e Segurança Nutricional
Segurança nutricional e acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis estão entre os maiores desafios da urbanização contemporânea
Integrar políticas de segurança alimentar e inovação tecnológica foram temas centrais do painel: Inovar para Alimentar: Cidades Inteligentes e Segurança Nutricional, realizado, nesta terça-feira (04), no Summit Agenda SP+Verde, no Parque Villa-Lobos, na capital paulista.
O palco “Justiça Climática e Sociobiodiversidade” reuniu profissionais de diferentes segmentos para debater soluções e estratégias eficazes. Estiveram presentes a especialista ambiental da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), Araci Kamiyama; a chef de cozinha, Cintia Sanchez; o doutor em nutrição em Saúde Pública da Usp, Leandro Cacau e a coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional (COSAN), Mariane Yamamoto.
A especialista ambiental da CATI, Araci Kamiyama, destacou pontos importantes que envolvem desde a cadeia produtiva do alimento à responsabilidade com as práticas socioambientais. “No início, quando os movimentos pela agroecologia começaram, existiam aquelas dúvidas técnicas se seria possível produzir? Ela é capaz de alimentar o mundo? Então, as pessoas faziam essas perguntas se seria viável economicamente. Então, durante esses tempos, essas ações foram respondidas, principalmente com a produção orgânica. Sim, é super possível”, frisou Araci Kamiyama.
Ainda sobre inovação de alimentos, Kamiyama enalteceu, principalmente, as iniciativas de políticas participativas como no caso do plano de Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (PLEAPO). Sendo que o conceito básico da agroecologia, conforme o Pleapo é um campo do conhecimento transdisciplinar que estuda os agroecossistemas visando ao desenvolvimento equilibrado das relações entre capacidade produtiva, equilíbrio ecológico, eficiência econômica, equidade social e uso e conservação da biodiversidade.
A chef de cozinha, Cintia Sanchez, mencionou a dificuldade ao acesso à informação e ao conhecimento, além de medidas e infraestruturas que beneficiariam, principalmente, a comunidade local de baixa renda. “Seria de extrema importância, por exemplo, a instalação de cozinhas indústrias para que os produtos recebidos de bancos de alimentos possam ser utilizados nesses mesmos espaços, como no caso de um molho de tomate”, explicou.
Para o Dr. Leandro Cacau, o cenário nacional é contraditório em relação ao potencial de produção e a distribuição e a qualidade alimentar. “O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e ao mesmo tempo, nós enfrentamos graves dilemas como a fome, a insegurança alimentar, além da má nutrição, a desnutrição e o excesso de peso”, disse Leandro Cacau.
A coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional, Mariane Iamamoto, ressaltou as principais atribuições da COSAN, principalmente com o programa Armazém Solidário. “É uma iniciativa que visa garantir o acesso a alimentos saudáveis, a preços mais baixos para famílias de baixa renda. O programa oferece produtos com desconto de até 30%, e 50% em alguns itens, tendo preços mais baixos do que os praticados em mercados convencionais, priorizando alimentos naturais e orgânicos”, ressaltou Mariane Iamamoto.
Sobre o evento
O Summit Agenda SP+Verde é um evento internacional pré-COP promovido pelo Governo de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e USP. O encontro reúne especialistas, lideranças e representantes da sociedade para debater desenvolvimento sustentável e economia verde.
A estrutura montada no Parque Villa-Lobos conta com cinco palcos, rodada de negócios, área de inovação, Casa da Circularidade, espaço gastronômico e atrações culturais.
Os debates estão organizados em quatro eixos temáticos: Finanças Verdes, Resiliência e o Futuro das Cidades, Justiça Climática e Sociobiodiversidade e Transição Energética e Descarbonização. Uma trilha de economia circular também conecta todos os palcos e se estende à Casa da Economia Circular, com vivências e workshops sob curadoria do Movimento Circular.
Na área de inovação, universidades e institutos tecnológicos discutem o papel da pesquisa e da tecnologia na transformação climática de São Paulo. No palco principal, a economia verde é o centro das discussões, com presença de lideranças políticas e convidados nacionais e internacionais.
O Summit é resultado de uma ampla mobilização pelo desenvolvimento sustentável e conta com patrocínio de Cosan, Comgás, Edge, Rumo, Sabesp, Itaú, Amazon, Votorantim Cimentos, EcoUrbis, Solví, Loga, Motiva, EDP, Veolia, CPFL Energia, Metrô, Stellantis, Ecovias, Toyota, JHSF, TetraPak, Aena, Scania, AstraZeneca, Weg e Bracell; além de apoio institucional da Fiesp, Senai, Única, Aesabesp, Abrainc, Secovi-SP, Associação Comercial de São Paulo, Pateo 76, Abiogás, SP Águas, Cetesb, DER-SP, Fundação Florestal, Arsesp, SPTrans, Prefeitura de Campinas, B3, The Nature Conservancy, CEBDS, Pacto Global, SOS Mata Atlântica, Movimento Circular, União BR, Circular Brain, CET-SP, Dia da Terra, Instituto de Conservação Costeira, Inovaclima, IPT, Zeros, Ideia Sustentável, Kearney, Instituto Baccarelli, Zero Summit, Parque Villa-Lobos, NEOOH, Global Renewables Alliance (GRA) e Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI), MBRF, White Martins e Microsoft.
Veículo: Online -> Site -> Site Agenda SP Mais Verde