Publicado em 30/04/2025 - 13:32 / Clipado em 02/05/2025 - 13:32
Vice diz que ideia de estacionamento no Minhocão foi sua e que Nunes preferia jardim
Coronel Mello Araújo defende a obra como forma de evitar acúmulo de lixo no local, que serve de abrigo para moradores em situação de rua
Carlos Petrocilo
São Paulo
Em dez dias como prefeito interino de São Paulo, o coronel Ricardo Mello Araújo (PL) tirou do papel a transformação de um trecho da área sob o elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, em um bolsão de estacionamento gratuito, enquanto Ricardo Nunes (MDB) ainda estudava a possibilidade de implementar um jardim.
A instalação do bolsão, de acordo com ele, é um projeto piloto e com o objetivo de combater o acúmulo de lixo no canteiro da avenida, que é ocupado por moradores em situação de rua com suas barracas, colchões e animais.
"Pode ver no meu Instagram, a população da região está gostando", afirmou o coronel ao Painel.
A intervenção, que ficou pronta nesta quarta-feira (30), vinha sendo planejada desde 19 de março com participações da Subprefeitura da Sé, Secretaria de Transportes e CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
Ao optar pelo bolsão, Araújo diz que não foi preciso conversar com Nunes. "O prefeito está a par de tudo, ele chegou a defender a ideia de fazer um jardim, assim como tem outras possibilidades, mas optamos pelo bolsão de estacionamento", afirma.
"O Minhocão tem 3,4 quilômetros, fizemos um piloto em menos de 100 metros. É insignificante em termos de obra, e o Ricardo está do outro lado do planeta, atrás de coisas importantes para a cidade. Não é nenhuma catástrofe para eu ter que atrapalhar o prefeito", completa o coronel.
Nunes deverá voltar do Japão nesta quinta-feira (1º).
Em dez dias à frente do Executivo, o coronel também exonerou três funcionários lotados na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e admitiu que não consultou o prefeito.
Entre os dispensados está o secretário-executivo de Segurança Alimentar, Carlos Eduardo Batista Fernandes, nomeado por Nunes para administrar o Armazém Solidário.
Procurado pelo Painel, Nunes não respondeu.
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