Publicado em 18/10/2024 - 13:37 / Clipado em 21/10/2024 - 13:37
Gestão Nunes contesta manifesto de chefs pró-Boulos e diz que SP é referência em combate à fome
Documento da prefeitura também acusa governo federal de não dar prioridade ao tema
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) contestou nesta sexta-feira (18) manifesto publicado por chefs de cozinha e especialistas em alimentação em defesa da candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) a prefeito de São Paulo.
O documento de apoio ao psolista, divulgado durante ato na praça da Sé na quarta-feira (16), diz que a fome na cidade é três vezes maior que a média nacional e acusa Nunes de restringir e inviabilizar ações populares de distribuição de alimentos.
O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, durante evento comemorativo no Bom Prato 25 de Março - Ciete Silverio/Governo de São Paulo
Em nota, a prefeitura diz que, ao contrário do que diz o texto, a gestão Nunes "criou e ampliou diversos programas de segurança alimentar e já é referência internacional no combate à fome".
A administração municipal diz que distribuiu em 2024 mais de 11,5 milhões de refeições até 15 de outubro para pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social.
A prefeitura também acusa a gestão Lula de não encarar o tema como um problema urgente. "O governo federal não atenta para a pressa de quem tem fome. Lula só regulamentou a lei das Cozinhas Solidárias, de julho de 2023, oito meses depois. E nenhuma cozinha recebeu recursos do programa até agora", diz.
Leia a íntegra da nota da Prefeitura de São Paulo:
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania repudia o manifesto publicado pela Folha de S.Paulo no dia 16 de outubro, assinado por especialistas em alimentação e chefs de cozinha.
Ao contrário do que diz o texto, a gestão Ricardo Nunes criou e ampliou diversos programas de segurança slimentar e já é referência internacional no combate à fome.
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria-Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento, vinculada à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, já distribuiu, só em 2024, mais de 11,5 milhões de refeições até 15 de outubro, para pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social. Em 2023, foram 7,5 milhões de refeições.
Entre as ações para garantir a segurança alimentar da população estão o Rede Cozinha Escola, criado em 2023 e com 65 unidades na capital, mantido em parceria com organizações da sociedade civil, que já serviu mais de 6 milhões de refeições neste ano, quase três vezes mais que em 2023.
Ações como essa tornaram São Paulo referência mundial no combate à fome. A embaixadora da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), Carla Barroso, elogiou as políticas da Prefeitura durante encontro com o prefeito de São Paulo, em maio, em Roma, na Itália. Segundo ela, os projetos da capital podem ser exportados para outros países.
O governo federal, por sua vez, não atenta para a pressa de quem tem fome. Lula só regulamentou a Lei das Cozinhas Solidárias, de julho de 2023, oito meses depois. E nenhuma cozinha recebeu recursos do programa até agora.
A Rede Cozinha Cidadã, que foca na distribuição de marmitas para famílias em vulnerabilidade social e pessoas em situação de rua, também movimenta a economia local ao priorizar a contratação de 83 restaurantes localizados nos bairros onde a comida é servida.
Em 2023, foram entregues 5,5 milhões de refeições e o acumulado deste ano alcançou 4,7 milhões. Atualmente são 44 pontos de entrega, a maioria na periferia da cidade.
Os restaurantes Bom Prato Paulistano oferecem uma opção acessível, com refeições a até R$ 1. No ano passado, as duas unidades serviram mais de 800 mil refeições e, até 15 de outubro de 2024, 702.402.
O programa Cidade Solidária, responsável pela distribuição de aproximadamente 1,6 milhão de cestas básicas em 2023, entregou mais de 1.345.435 cestas até dia 15 de outubro.
Criado este ano, o Armazém Solidário já se destaca com a venda de 2.769.770 itens até 15 de outubro, incluindo alimentos, produtos de higiene e limpeza a preços reduzidos. São cinco unidades em funcionamento e no dia 22 de outubro mais uma será inaugurada, desta vez em Cidade Tiradentes, na zona Leste.
Por fim, o Banco de Alimentos combateu o desperdício ao coletar 1.356 toneladas de alimentos até 15 de outubro. Desse total, 1.1226 toneladas foram distribuídas à população.
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