Publicado em 01/02/2024 - 09:08 / Clipado em 02/02/2024 - 09:08
Programa permite que famílias de baixa renda comprem alimentos por até METADE do preço
Escrito por Alisson Ficher em Economia
-SP
Metade do preço em alimentos. Este é o compromisso de uma iniciativa da prefeitura de São Paulo, que proporcionará produtos muito mais acessíveis às famílias de baixa renda que vivem na capital paulista.
A divulgação dessa informação ocorreu na quarta-feira (31) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, durante a inauguração do Mercado Municipal de São Miguel Paulista, localizado na Zona Leste da capital.
Armazém Solidário
Denominado Armazém Solidário da capital, a iniciativa é considerada pioneira, pois comercializará produtos com preços até 50% inferiores aos praticados no comércio em geral. Existem alguns que chegam a até mesmo ultrapassar essa porcentagem.
Conforme informações divulgadas pela assessoria de imprensa da prefeitura paulista, a iniciativa visa beneficiar pessoas em situação de vulnerabilidade social que estão atualmente cadastradas no CadÚnico.
No Armazém Solidário da capital, a capacidade de atendimento chega a mil pessoas por dia. Lá, um quilo de batata custa R$ 3,99, um valor significativamente mais baixo do que a média de R$ 12,99 praticada atualmente nos mercados paulistas.
Apesar do preço bem mais baixo, durante uma coletiva de imprensa, o prefeito de São Paulo enfatizou que a intenção não é competir com os mercados, responsáveis por gerar renda e também empregos. “Os mercados geram emprego e renda. A intenção é poder oferecer alimentos mais baratos para as pessoas mais vulneráveis, para quem está no CadÚnico”, afirmou o prefeito da capital paulista.
Na mesma ocasião, o prefeito de São Paulo destacou outros alimentos que são bastante presentes nas mesas dos brasileiros e que, no Armazém Solidário, serão vendidos por preços bem menores do que nos mercados convencionais:
Feijão: R$ 6,99 / R$ 9,39;
Café: R$ 9,80 / R$ 15,19;
Arroz Camil: R$ 21,90 / R$ 32.
Além da unidade do Armazém Solidário lançada nesta semana, a prefeitura planeja criar mais sete na capital paulista. Segundo a gestão paulista, o foco é combater a insegurança alimentar na cidade e promover hábitos mais saudáveis, visto que essa iniciativa oferta alimentos naturais, orgânicos e minimamente processados.
Quem financia o programa
O programa Armazém Solidário, conforme a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Soninha Francine, é financiado pelo Fundo de Abastecimento Alimentar de São Paulo (FAASP).
Ela mencionou que, para a adaptação do espaço no Mercado Municipal de São Miguel Paulista, foi necessário um investimento de quase R$ 500 mil, e o Instituto Nacional de Tecnologia, Educação, Cultura e Saúde (INTECS), responsável pela gestão do Armazém, receberá um repasse mensal de R$ 2,3 milhões.
O valor da aquisição dos produtos pela população será revertido para o FAASP. “O conceito é que as pessoas possam comprar o que querem e, mais importante, que possam escolher, ter a dignidade da escolha”, disse ela, acrescentando que “combater a fome dos que mais precisam, esse é o conceito do armazém”.
Funcionamento do local
O Mercado Municipal de São Miguel Paulista, localizado na Avenida Marechal Tito, 567, funciona das 9 às 18 horas. A unidade abriga 75 permissionários que, por lá, comercializam frutas, verduras, carnes, laticínios, utilidades domésticas, entre outros produtos.
Outros programas da prefeitura de São Paulo
Além do Armazém Solidário, a Prefeitura de São Paulo mantém outros programas voltados para a população de baixa renda, como os programas de Segurança Alimentar e Nutricional Rede Cozinha Escola, Rede Cozinha Cidadã, Cidade Solidária, Banco de Alimentos e as unidades do Bom Prato Paulistano.
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